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  • CLASSE TRABALHADORA ENFRENTA CRISE DE SAÚDE MENTAL

    CLASSE TRABALHADORA ENFRENTA CRISE DE SAÚDE MENTAL

    Transtornos mentais, com destaque para ansiedade e depressão, são a resposta dos corpos às jornadas exaustivas, assédio moral, insegurança permanente entre outras más condições no ambiente de trabalho. Até as empresas perdem, mas elas continuam a adotar um sistema que prioriza o lucro em detrimento do bem-estar coletivo.

    Segundo Roberto Ruiz, médico do trabalho do Químicos Unificados, as empresas que estão adoecendo as pessoas, em geral, são aquelas que exigem metas muito elevadas, exigindo alta produtividade, em jornadas de trabalho extensa.

    O número de atendimento de trabalhadoras e trabalhadores está cada dia maior: 20% dos atendimentos no sindicato são relacionados à saúde mental. Ruiz cita alguns dos sintomas mais comuns como tristeza frequente, dificuldade de raciocínio (“ideias embaralhadas”), perda de interesse pelas coisas entre outros.

    Procure o sindicato para denunciar jornadas exaustivas, metas abusivas, condições precárias de trabalho, assédio moral e sexual – nós temos um canal direto para esse tipo de denúncia que é o Observatório de Combate ao assédio moral e sexual. Não se cale e procure seus direitos!

     

    AS MULHERES SÃO AS MAIS AFETADAS
    Os dados do INSS apontam que a maioria dos afastamentos é mulher (64%), com idade média de 41 anos, e com quadros de ansiedade e de depressão. Segundo especialistas, as mulheres são a maioria por fatores sociais como a sobrecarga de trabalho. Conforme o último Censo, as mulheres mantêm financeiramente 49,1% dos lares brasileiros.

     

    Acesse o link.

  • Trabalhadores brasileiros enfrentam crise de saúde mental

    Trabalhadores brasileiros enfrentam crise de saúde mental

    Aumento do custo de vida, jornadas exaustivas e precarização dos direitos trabalhistas impactam diretamente na saúde da classe trabalhadora

     

     

    O Brasil enfrenta uma grave crise de saúde mental. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2024 ocorreu um aumento de 68% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais, totalizando mais de 470 mil casos. Os transtornos mais comuns entre os trabalhadores são a ansiedade e a depressão, com destaque para as mulheres, que representam 64% dos casos. Fatores como sobrecarga de trabalho, menor remuneração, responsabilidade pelo cuidado familiar e violência contribuem para esse quadro.

    Segundo o médico do trabalho do Sindicato dos Químicos Unificados, Dr Roberto Ruiz, além dos casos mais comuns, houve um aumento na procura de atendimento para pessoas que sofrem assédio moral no ambiente de trabalho. “As empresas que estão adoecendo as pessoas, em geral, são aquelas que exigem metas muito elevadas, exigindo alta produtividade, em jornadas de trabalho extensa.” destaca Ruiz.

    O aumento nos casos de afastamento por questões ligadas à saúde mental reflete principalmente as consequências da pandemia, do aumento do custo de vida, da precarização dos direitos trabalhistas e da imposição de jornadas exaustivas como a escala 6×1. Estes fatores têm impacto direto na saúde mental dos trabalhadores, uma vez que a retirada de direitos resulta em maior insegurança, sobrecarga de trabalho e falta de estabilidade, aumentando o estresse, ansiedade e depressão nos trabalhadores.

    O número de atendimento de trabalhadores e trabalhadoras está cada dia maior. 20% dos atendimentos no Sindicato Químico Unificados são relacionados à saúde mental, informa o médico que atende o sindicato. “Há 10 anos, isso não passava de 5%. Nos últimos 3 anos, ocorreu um aumento significativo dos casos atendidos.”, destaca Ruiz.

    O médico lembra alguns dos sintomas mais comuns como tristeza frequente, choro fácil, dificuldade de raciocínio (“ideias embaralhadas”), dificuldade de tomar decisões, sensação de sofrimento constante, falta de prazer na vida e perda de interesse pelas coisas podem ser alguns sintomas. Lembrando também que outros sintomas físicos podem estar associados também a problemas psíquicos, como dor de cabeça frequente, falta de apetite, insônia ou dormir mal, se assustar com facilidade ou má digestão.

    “A orientação é que se a pessoa não estiver se sentindo bem, ou apresentar alguns dos sintomas descritos, procure seu médico de confiança ou atendimento no sindicato da sua categoria.”  alerta o médico do trabalho.  

    O impacto desta crise levou o governo federal a reforçar a fiscalização das condições de saúde mental no ambiente de trabalho, com a atualização da NR-1, que pode resultar em multas para empresas que não cumprirem as diretrizes. Porém, esta medida não ataca a raiz do problema. Para assegurar a saúde mental do trabalhador é preciso assegurar direitos sociais e trabalhistas e jornadas de trabalho que garantam ao trabalhador tempo para descanso, lazer e outras atividades.

    Diante deste cenário, a nossa luta pelo fim da escala 6×1 e contra a precarização de direitos e de serviços públicos essenciais se faz ainda mais urgente. Saúde mental é um direito de todos.

  • CAMPEONATO DE FUTEBOL

    Os campeonatos de futebol no Cefol Osasco e Campinas já são uma tradição! No dia 8 de dezembro ocorreu a final do 14º campeonato de futebol society da Regional Campinas. O grande campeão foi o time dos trabalhadores da Sherwin Williams, que ganhou por 1×0 da 3M. O terceiro lugar ficou para a equipe da Syngenta, que venceu por 4×2 contra a Adere. As inscrições para o campeonato para esse ano já estão abertas!

    O 9º campeonato da Regional Osasco chegou ao fim no dia 10 de novembro e quem levou a taça foi o time dos trabalhadores da Plastwal, que ganhou por 5×2 da Dacarto. Já o terceiro e quarto lugar foi disputado pela Yamá e Mebrasi, que venceu por 7×2 da Yamá. Em breve traremos mais informações sobre as inscrições para esse ano!
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  • CAMPANHA SALARIAL DO SETOR FARMACÊUTICO!

    CAMPANHA SALARIAL DO SETOR FARMACÊUTICO!

    TRABALHADORAS E TRABALHADORES VAMOS JUNTOS CONSTRUIR A NOSSA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

    Os trabalhadores e trabalhadoras do setor farmacêutico já sabem que o ano começa com luta. A data base do setor é 1º de abril. Este ano, serão negociadas somente as cláusulas econômicas. E todos querem valorização do salário. Não basta repor a inflação. É preciso aumento real!

    Batalhar unidos por melhores condições de salário e trabalho tem que ser feito o tempo todo. Nas empresas existe pressão para produzir mais e mais, em muitas existem escalas desumanas e condições inseguras de trabalho, o salário é insuficiente e em todas as empresas quem produz o lucro patronal são trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, a união e a garra são necessidades permanentes.

    Mas tem um período mais favorável para lutarmos, que é agora na campanha salarial. Vamos mostrar nossa força! Junto com o sindicato, vamos construir nossa pauta de reivindicações para aumentar o salário, PLR e o piso salarial, já que as cláusulas sociais estão todas garantidas.

    Não vamos deixar nos enganar com choradeiras. De acordo com Vitor Hugo Tonin, assessor econômico do Químicos Unificados, os dados do Sindusfarma mostram que foram vendidos 5,8 bilhões de unidades de medicamentos até novembro de 2024. crescimento de 5,2% em relação a 2023. Já em reais, foram vendidos R$ 186 bilhões até novembro 2024, crescimento de 14,2% em relação a 2023. Os dados de dezembro de 2024 ainda não estão disponíveis.

    O que quer dizer isso? Que trabalhadores(as) do setor farmacêutico produziram pelo menos 5% a mais que em 2023, quando já davam um lucro enorme. Apenas repor a infl ação é pouco! Desgastamos nossa vida, nossa saúde física e mental muito mais. Queremos aumento real!

    Vamos ser combativos e fazer uma bela campanha salarial, mostrar para os patrões que os trabalhadores precisam ser reconhecidos e valorizados e ter um reajuste digno. O setor farmacêutico nunca esteve em crise. É mais do que hora de pressionar o patrão!

    Fiquem atentos e atentas para a 1ª assembleia da Campanha!

  • CHT: VALE ALIMENTAÇÃO TEM REAJUSTE DE 10%

    No dia 4 de dezembro, o sindicato esteve na empresa CHT, que tem sede em Cajamar, para realizar uma assembleia sobre compensação de feriados. Aproveitando a ocasião, o Químicos Unificados informou a empresa sobre o Vale Alimentação que foi inserido na Convenção Coletiva. Após debate sobre o assunto, a empresa disse que teria um reajuste de 10% no Vale Alimentação.

  • NATURA: LUTA PARA ANTECIPAR O VALE ALIMENTAÇÃO

    O Químicos Unificados está em uma constante negociação com várias empresas do setor químico para adiantar o Vale Alimentação. A Natura é uma das empresas que o sindicato conversou para que fosse adiantado o benefício. Mas o inacreditável aconteceu: a empresa, que é uma das maiores do setor químico, disse que só daria um retorno no final de janeiro. Parece até piada que uma empresa do porte da Natura não possa adiantar o vale alimentação e até melhorar o valor!

  • CONQUISTA HISTÓRICA DO VALE ALIMENTAÇÃO NA CCT

    CONQUISTA HISTÓRICA DO VALE ALIMENTAÇÃO NA CCT

     

    Sindicato consegue importante avanço para as trabalhadoras e trabalhadores do setor químico

     

    Conseguimos incluir em nossa CCT a Cesta Básica/Vale Alimentação no valor mínimo de R$ 170,00. Este valor é de Convenção, por isso, não está vinculado a metas ou exigências específicas das empresas.

    Receber o vale ou a cesta sem condicionantes é uma forma também de combater o assédio moral nas empresas. Desta forma, a empresa não pode usar esse direito do trabalhador como moeda de pressão para evitar faltas ou por qualquer outro motivo.

    São avanços que demandaram união de todos os sindicatos filiados à Fetquim e muita luta! O Químicos Unificados está ao lado das trabalhadoras e trabalhadores! Por isso, onde houver pauta específica, disposição e organização, vamos fazer a luta e buscar sempre por melhorias nas fábricas.

     

    OITO EMPRESAS ANTECIPAM VALE

     

    Na região de Hortolândia, pelo menos sete empresas já confirmaram que vão antecipar o pagamento do Vale Alimentação em janeiro são a Solven, Bimeda, Sinter Futura e Sportive Indústria e Comércio de Plásticos. Já as empresas CBP e Embalixo vão pagar em março e, em maio, a GVS e Foco do Brasil. Na região de Paulínia, a Syngenta vai ceder Vale Alimentação para salários até R$ 12 mil.

    Outra conquista foi na Bann Química (Paulínia–SP). Foi com luta que o sindicato garantiu reajuste do Vale Alimentação de 7%. Após organização e mobilização do sindicato junto dos trabalhadores, o ticket alimentação teve um aumento para R$ 230,00, o que já é 35% superior ao valor previsto pela CCT a ser implementada em 2025.

     

    ALTACOPPO: REAJUSTE DE 28,4% NO VR

     

    O sindicato esteve na Altacoppo no dia 11 de dezembro para conversar com os trabalhadores sobre a novidade em relação ao Vale Alimentação, fruto da mobilização da Campanha Salarial, e um reajuste no Vale Refeição que foi conquistado em negociação direta do sindicato com a empresa. Já faz um tempo que o sindicato e os trabalhadores da Altacoppo estão na luta para ter avanços no vale refeição. Com o reajuste da Campanha Salarial e após as mobilizações na porta da fábrica e conversas com a empresa, o Vale Refeição teve um aumento de 28,4%!

  • COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NAS FÁBRICAS!

    O sindicato está atento ao assédio moral e sexual dentro das fábricas! Não aceitamos que as trabalhadoras e trabalhadores sofram qualquer tipo de assédio! Todas as denúncias que chegam tanto por meio do contato direto com os dirigentes quanto pela plataforma Observatório de Combate ao Assédio Moral e Sexual são verificadas e encaminhadas para buscar uma solução.

    O Observatório, que está disponível no site do sindicato, é um canal de troca de informações sobre o que está acontecendo no chão da fábrica para o sindicato intermediar e buscar soluções. O objetivo é apoiar os trabalhadores que sofrem ações compatíveis com assédio moral ou sexual no seu local de trabalho.

    Acesse o link!

  • AVANÇOS E CONQUISTAS NAS FÁBRICAS

    AVANÇOS E CONQUISTAS NAS FÁBRICAS

    QUÍMICOS UNIFICADOS, JUNTO COM AS TRABALHADORAS E TRABALHADORES, FEZ A LUTA NAS PAUTAS ESPECÍFICAS DAS FÁBRICAS

    Foram inúmeras batalhas no ano de 2024. Sindicato e trabalhadores se uniram na porta das fábricas para lutar contra os abusos dos patrões.

    Além da conquista histórica no Vale Alimentação, a mobilização rendeu outros avanços nas regionais Campinas e Osasco. Na Miracema-Nuodex Indústria Química Ltda, de Campinas, as trabalhadoras e trabalhadores, junto com o Sindicato Químicos Unificados, conquistaram aumento maior que o estabelecido no acordo com a patronal. A Comissão de Fábrica, composta por dirigente do sindicato, trabalhadores e empresa, propôs aumento de 8%, mas a empresa fechou em 7,5% de reposição para todos e todas.

    Por insistência do sindicato, a Biolab, unidade Barueri, apresentou nova proposta para o pagamento da PLR 2024. O valor mínimo da PLR da Biolab será de R$ 3.200,00 isso representa um aumento de 5,52% em relação ao valor da Convenção Coletiva que é de R$ 3.032,61. A nova proposta da Biolab é pagar a primeira parcela no valor de R$ 909,78, ou seja, 30% do valor da Convenção Coletiva. A proposta inicial da empresa era só pagar 10%. Já a segunda parcela, a empresa propôs pagar no mês de abril de 2025 no valor de R$ 2.290,22. Caso as metas sejam atingidas o valor da segunda parcela pode aumentar.

     

     

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    Ecolab, unidade em Barueri: os trabalhadores conquistaram um bônus permanente no PLR. Ainda assim, a luta continua para que os condicionantes desse bônus sejam retirados

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    Bann Química, em Paulínia: reajuste na PLR foi acima da convenção coletiva, chegando a R$1.703,00.

     

     

     

     

     

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    Amanco, em Sumaré: após 8 anos sem assinar acordo de PLR a empresa fi nalmente aceitou pagar o correto conforme o previsto em nossa CCT

     

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    Naturelle, com sede em Cotia: houve um reajuste no PLR de 2025 que renderá um pagamento de R$ 1600 para os trabalhadores e trabalhadoras.

     

     

     

     

     

     

  • A VIDA NÃO É SÓ TRABALHO! SOMOS CONTRA A ESCALA 6X1!

    DEFENDEMOS UMA ESCALA QUE PERMITA MAIS TEMPO DE DESCANSO, LAZER E CONVÍVIO COM A FAMÍLIA E AMIGOS

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    A jornada 6×1, que impõe seis dias de trabalho consecutivos com apenas um de folga, prejudica a saúde física e mental das trabalhadoras e trabalhadores. Por isso, nós do Químicos Unificados defendemos que é necessário mais tempo para descanso, lazer e convívio familiar. A redução da jornada sem redução salarial pode garantir mais empregos e proporcionar melhor qualidade de vida.

    O movimento contra a jornada 6×1, surge com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado por Rick Azevedo, vereador eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro. Por conta da grande mobilização, Erika Hilton, deputada federal do PSOL, apresentou uma PEC para acabar com a escala 6×1 e garantir redução da jornada para 36 horas semanais, sem desconto do salário. O sindicato sempre esteve ao lado dos trabalhadores e na luta por jornadas de trabalho mais dignas. Na The Lycra, em Paulínia, conseguimos a redução da jornada: de 6×2 foi para 4×2. Já a Natura, que fica em Cajamar, foi uma das empresas que tentou implementar uma jornada de trabalho que pioraria a vida de todos e todas que trabalham na fábrica Rio da São Francisco. Mas os trabalhadores e trabalhadoras da empresa se uniram ao Químicos Unificados e 69% disseram não para a proposta da Natura.

    5ª TURMA

    Desde a década de 1990, o Unificados defende a implantação da quinta turma nas fábricas com atividade ininterrupta, de alta periculosidade e de revezamento como no complexo químico e petroquímico em Paulínia em outras empresas da Regional Campinas. As fábricas que já adotam a 5ª turma são a Rhodia, Solvay, Cariflex Industria e Comercio de Produtos Petroquímicos, The Lycra, Croda do Brasil, Air liquide, Fox, Reforming Produtos Químicos, Braskem, Orion e White Martins. Com a quinta turma, os trabalhadores têm uma vida digna de convívio com a família e o descanso necessário para exercer a atividade com saúde.

    GREVES

    O ano de 1985 foi marcado pelo grande volume de greves no País. Essas trabalhadoras e trabalhadores acumularam forças e abriram caminho para uma importante conquista. Dois anos depois, na Assembleia Constituinte, houve a fixação da jornada de trabalho em 44 horas semanais. Em novembro de 1985, as greves reuniram sete diferentes categorias, entre elas os setores químico, plástico e metalúrgico de São Paulo, conquistando antecipação trimestral e redução da jornada de trabalho para 45 horas, além de 12% de aumento real.

    BANDEIRA

    imagem_2025-02-05_153024871A bandeira do Químicos Unificados é da jornada de sábados e domingos livres! Por isso, a luta dos trabalhadores junto com o sindicato não pode parar, pois enquanto ainda houver patrões que só visam o lucro, haverá mobilização a favor da vida!