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  • CICLO DE DEBATES

    – Políticas Públicas para Vinhedo –

     

    Sempre às quintas-feiras – início às 19 horas

     

    No Sindicato dos Químicos e Abrasivos de Vinhedo (Rua Ricardo Braghetto, 36 – Centro – fone 19 3886.6224)

     

    A programação do Ciclo

     

    27 de maio

     

    Políticas Públicas para Segurança e o Papel da Guarda Municipal
    Expositora: Maria Cristina Von Zuben, Secretária de Cooperação em Assuntos de Segurança Pública da Prefeitura Municipal de Campinas.

     

    Segurança pública é um dos temas que dividem historicamente os conservadores e os progressistas. Os primeiros vislumbram a repressão, o aumento do aparato policial e a limitação das liberdades individuais como as únicas alternativas para combater a violência. Neste debate, procuraremos demonstrar que a diminuição dos índices de violência passa por outras políticas públicas, além de que ela está ligada à questão da desigualdade social. Ocupação dos espaços públicos, investimentos em cultura, esporte, lazer, integração com a comunidade, o papel da Guarda Municipal e a conscientização serão alguns dos elementos a serem abordados.

     

    03 de junho

     

    Água e Meio Ambiente e Controle Público das Autarquias
    Expositor: Ricardo Schumann, Presidente da Sanasa Campinas – Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A

     

    A água para o consumo humano é um recurso natural limitado que está em xeque. Organizações não governamentais e universidades buscam, incessantemente, alternativas para esta questão. Os governos, inclusive os municipais, têm obrigação de pensar esta questão de maneira estratégica. Ricardo Schumann, a partir de sua experiência, dará subsídios para este debate. Abordaremos também a questão das autarquias, sua democratização e controle público, até porque Vinhedo implementará uma no início de 2005, a Sanebavi.

     

    17 de junho

     

    Políticas Públicas de Combate a Discriminação e a Desigualdade: Gênero, Raça e Orientação Sexual
    Expositora: Dida Dias, Secretária Estadual de Mulheres do Partido dos Trabalhadores

     

    Historicamente, as mulheres e as(os) negras(os) têm vivido em situação de desigualdade e subordinação em relação aos homens e os(as) brancos(as). Essa situação se reflete nas relações sociais, no sistema político, na economia e na cultura e tem sido tratada como natural, como imutável. O Estado, como estrutura de governo, não é neutro em relação a estas desigualdades e incorpora os valores e a correlação de forças posta em nossa sociedade. Para inversão da lógica racista, sexista e homofóbica destas políticas, o PT tem elaborado propostas de criação de estruturas governamentais (secretarias/coordenadorias ) para a implementação de políticas públicas de combate a estas discriminações e desigualdades. O debate apresentará algumas dessas experiências, bem como a necessária avaliação crítica.

     

    24 de junho

     

    Democratização da Cultura
    Expositor: Valter Pomar, Secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Campinas.

     

    Sabemos que a marginalização das classes populares, no campo ou na periferia das cidades, não é apenas econômica. O apartheid social evidencia-se claramente na dificuldade de acesso à educação, ao lazer e à cultura. A falta de opções impõe a televisão e o rádio como das poucas alternativas de acesso à cultura e à informação. Esses veículos, em sua maioria, pouco contribuem para a elevação do nível cultural dos cidadãos. Os bens artísticos e culturais mais elaborados, que alimentam o espírito e auxiliam no desenvolvimento do processo criativo e crítico das pessoas, ficam circunscritos a poucos espaços de nossa sociedade.Tal quadro torna necessário um grande esforço para democratizar o acesso à produção e ao consumo cultural em nossa cidade, incluir as expressões de todos os setores sociais e utilizar a cultura como instrumento de construção de uma sociedade justa e igualitária.

     

    01 de julho

     

    O Legislativo Vinhedense e a Participação Popular
    Expositor: Carlos Signorelli, Presidente da Câmara Municipal de Campinas.

     

    Vamos mostrar que é possível transformar a Câmara em um espaço democrático e participativo. Algumas das realizações do presidente do Legislativo campineiro, seguindo o programa do Partido dos Trabalhadores, tem sido no sentido de torná-lo mais aberto à população. Iniciativas como o novo formato da Câmara, a TV Legislativa, a página na Internet, o programa de rádio, as sessões da Câmara em bairros, o jornal institucional e a regulamentação das audiências públicas são alguns dos projetos desenvolvidos que buscam tornar a Câmara mais democrática e próxima da população. A experiência campineira subsidiará este debate, que pretende definir propostas a serem aplicadas na Câmara Municipal de Vinhedo.

     

    A importância do Ciclo de Debates

     

    Vinhedo, apesar de ser considerada um “Principado” e ter padrões de vida mais avançados em relação à realidade brasileira, apresenta muitos problemas sociais. E o seu hoje vertiginoso crescimento aponta para conseqüências desastrosas em um futuro não muito distante.

     

    Defendemos que democracia, participação popular, inversão de prioridades, ética, transparência e políticas públicas transformadoras têm que ser o centro dos debates sobre as eleições para o Legislativo e o Executivo municipal.

     

    Considerando que o período eleitoral é o momento no qual a população mais se envolve com discussões sobre política, ainda que, em nossa ótica, não deveria ser o único para esses debates, a Regional de Vinhedo do Sindicato dos Químicos Unificados e a Juventude Socialista da cidade estão promovendo um ciclo de debates que abordará alguns dos temas que consideramos de grande relevância em nosso município.

     

    Somos parte da esquerda e temos propostas concretas para políticas públicas, que gostaríamos de debater e contribuir com o rico momento que se aproxima.

     

    O Fórum é aberto a todos os interessados. Venha debater temas importantíssimos, que dizem respeito diretamente à qualidade de vida em Vinhedo. Participe!

  • Ato pelo Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho foi realizado na EMS Ind. Farmacêutica

     

    Assembléia na EMS, quando foi celebrado o “Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho”.

     

    O ato pelo Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho – 28 de abril – foi realizado hoje (28 de abril) na entrada do turno da manhã na EMS Indústria Farmacêutica Ltda pelo Sindicato Químicos Unificados. A empresa, que tem cerca de 1700 trabalhadores e está localizada no município de Hortolândia, foi escolhida como a empresa símbolo do dia na Regional de Campinas da categoria devido à incidências dessas ocorrências, principalmente as relacionadas à LER – Lesões por Esforços Repetitivos. Atividades com o mesmo objetivo foram hoje realizadas em todo o mundo.

     

    Ainda na EMS, em 1997 houve acidente com morte de um trabalhador, outro perdeu parte da mão em 2003 e um terceiro sofreu acidente semelhante em março último.

     

    A quantificação dos casos de LER ainda é bastante difícil por diversas razões, entre elas: os próprios trabalhadores ocultam os sintomas iniciais da doença em razão do medo da demissão (e esse medo tem funbdamente, pois, de uma forma generalizada, as empresas realmente os demitem para assim não assumir suas responsabilidades sobre esse trabalhador); há bastante divergências entre os laudos médicos das empresas e dos sindicatos quanto ao diagnóstico da LER; e, a Previdência Social é bastante conservadora e morosa no reconhecimento dos casos e, em consequência, garantir os benefícios previstos para o trabalhador acidentado. No entanto, desde o início do ano, aproximadamente 40 trabalhadores da EMS buscaram o sindicato com queixas de apresentarem os sintomas da doença.

     

    No entanto, no início deste ano, após muitas negociações, a EMS e o sindicato fecharam um acordo segundo o qual todos os trabalhadores dessa planta industrial que apresentarem os sintomas de LER serão examinados conjuntamente pelos médicos da entidade dos trabalhadores e da empresa.

     

    28 DE ABRIL

    O dia 28 de abril foi instituído como Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho como forma de dar visibilidade à gravidade de um problema que, longe de ser de responsabilidade individual dos trabalhadores como tradicionalmente é expresso nas denominações de ato inseguro, falha humana etc, é fundamentalmente de ordem social e política.

     

    Nesse dia, em diversos países serão realizados atos nas ruas, praças e portas de fábricas, promovidos e organizados por diversas entidades e movimentos sociais e populares que batalham na defesa da saúde dos trabalhadores. Nesse dia, o Sindicato Químicos Unificados promoverá atos em fábricas de sua base territorial.

     

    Em Campinas, mais de 25% de mortes por causa externa entre os homens decorrem diretamente de acidente do trabalho

    Veja em anexo estudo produzido pelos doutores Ricardo Cordeiro, Elida Azevedo Hennington e Djalma de Carvalho Moreira Filho, publicado em Caderno de Saúde Pública (Rio de Janeiro), edição março/abril de 2004.

     

    Os números no Brasil

     

    A história nos mostra que as relações e as condições de trabalho pouco têm favorecido a preservação e a promoção de saúde. Cotidianamente, os trabalhadores são desrespeitados em seus limites físicos e psíquicos e acidentes e doenças continuam matando, incapacitando e mutilando milhares de homens e mulheres em plena idade produtiva.

     

    No Brasil, segundo estatísticas do INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social, no período de 1970 até o ano de 2002, 32.730.445 trabalhadores foram vítimas dos acidentes de trabalho. Sendo 30.954.705 registros de acidentes típicos, 330.501 registros de doenças relacionados ao trabalho e 1.445.239 registros de acidentes de trajeto. Nesse mesmo período, 130.755 trabalhadores morreram em razão das más condições de trabalho.

     

    No ano 2000, o último com estatísticas consolidadas, ocorreram 363.868 acidentes. Destes, 304.963 foram acidentes típicos, 19.605 doenças profissionais, 39.300 acidentes de trajeto e ainda 3.094 mortes, o que demonstra a ausência de uma política nacional de saúde e segurança no trabalho.

     

    Se considerarmos que estes números não incluem os trabalhadores do setor público, os trabalhadores informais – que já são praticamente majoritários no mercado de trabalho – a não notificação e a subnotificação dos acidentes e doenças, estes dados são ainda mais alarmantes.

     

    Os acidentes e doenças do trabalho estão entre os fatores de exclusão social, na medida que causam mortes, invalidez parcial ou permanente, precipitando aposentadorias precoces e diminuição ou perda de renda de milhares de trabalhadores, muitos dos quais acabam sobrevivendo no mercado informal e das pensões do governo, provocando um alto custo/ano social e financeiro ao país – R$ 23,6 bilhões, o equivalente a 2,2% do PIB – Produto Interno Bruto. Deste total, R$ 5,9 bilhões são gastos com benefícios acidentários, aposentadorias especiais e reabilitação profissional. E outro dado relevante é que os acidentes de trabalho e doenças profissionais têm sua incidência crescente sobre a população mais jovem.

     

    ATO EM 28 ABRIL DE 2003

     

    “Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida”

     

     

     

    Assembléia da manhã de hoje na Rhodia, quando foi celebrado o “Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho. 

    Na assembléia da manhã de hoje na Rhodia, assim como ocorreu em diversas outras cidades e empresas brasileiras e também em outros países, foi celebrado o “Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho, que é comemorado em 28 de abril. O lema em 2003 é “Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida”. Ele presta uma homenagem a todos os trabalhadores mortos ou adoecidos no local de trabalho, vitimados pela ganância empresarial que prioriza o lucro em detrimento da segurança dos trabalhadores.

     

    Na assembléia, essa homenagem foi prestada pelos presentes com uma salva de palmas com a duração de um minuto.

     

    Dia 28 de abril

     

    Dia Internacional em Memória das Vítimas dos Acidentes e Doenças no Trabalho

     

    “Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida”

     

    28 de abril é o Dia Internacional em Memória das Vítimas dos Acidentes e Doenças no Trabalho. Nesse dia, em diversos países, haverá atos de protestos contra a prática capitalista neoliberal que sobrepõe os interesses do lucro acima da saúde e da vida dos trabalhadores e da população em geral, provocando assim contaminações humanas e ambientais que causam doenças, sofrimento e morte. Essa mesma política, que precariza as condições de segurança no trabalho, também torna elevados os índices de acidentes do trabalho que levam a mortes e a doenças.

     

    Diversas entidades de trabalhadores, instituições ligadas à saúde no trabalho e ambiental e movimentos sociais e populares em todo o mundo estão participando da organização das atividades do ato em 28 de abril, cujo lema criado é “Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida” com o seguinte objetivo:

     

    * Lembrar os Mortos – O grande número de pessoas mortas em acidentes no local de trabalho e por doenças ocupacionais como câncer, LER e outras doenças profissionais.

     

    * Lutar pela Vida – A luta pela vida por meio de campanhas por melhorias de condições de segurança e saúde no trabalho e a prevenção de mortes, acidentes e doenças através da conscientização de todos, inclusive dos empregadores, o aumento dos direitos dos trabalhadores se organizarem livremente, a aplicação das leis de segurança e saúde no trabalho de forma severa, multando e condenando os responsáveis por não as cumprirem.

     

    250 milhões de acidentes por ano

     

    Anualmente, no mundo, ocorrem 250 milhões de acidentes (acidentes literalmente, mais doenças adquiridas) de trabalho que matam 1,3 milhão de pessoas e provocam 190 milhões de casos de doenças do trabalho, segundo dados atualizados da OMS – Organização Mundial da Saúde.

     

    Jacobo Finkelmann, diretor da Organização Panamericana de Saúde no Brasil, disse que os países não-desenvolvidos ou em desenvolvimento sofrem mais com a falta de segurança e de condições de saúde nos locais de trabalho. O custo disso é elevado. O Brasil, por exemplo, gasta por ano 2% do PIB com acidentes de trabalho.
    A realidade da América Latina não é diferente. Segundo Finkelmann, 15 milhões de trabalhadores latino-americanos ganham até um dólar por dia de trabalho e 16% dos jovens estão desempregados no continente. “Isso é fruto da desaceleração econômica, que desestimula investimentos e a geração de empregos, fazendo crescer a economia informal, que não oferece aos trabalhadores condições de segurança e saúde. Enquanto não mudarmos essa determinante econômica, dificilmente conseguiremos mudar esses números”, destacou Finkelmann.

     

    111 milhões de crianças trabalham de forma ilegal

     

    Hoje, segundo Assane Diop, diretor-executivo do Setor de Proteção Social da OIT -Organização Internacional do Trabalho, existem mais de 1,2 milhão de trabalhadores na informalidade em todo o mundo, além das 111 milhões de crianças menores de 15 anos de idade que trabalham ilegalmente.
    No Brasil, segundo o diretor do Departamento de Saúde e Segurança no Trabalho do Ministério do Trabalho, Paulo Pena, a informalidade e os acidentes de trabalho serão combatidos com a nova Política Nacional de Saúde do Trabalhador. Essa política será definida a partir do Fórum Nacional do Trabalho, que será instalado em abril.
    Segundo Pena, a nova política vai reformular e fortalecer a atuação das comissões tripartites, envolvendo organizações representantes de minorias, portadores de necessidades especiais e associações de trabalhadores doentes.
    Para ampliar a formalidade no emprego, sem abrir mão dos direitos trabalhistas adquiridos, Pena disse que o setor empresarial será convocado a dar maior parcela de contribuição nesse processo. “Somos um país rico, mas desigual. Por isso, não podemos aceitar a precarização das relações trabalhistas. Teremos que contar com o entendimento e a disposição dos empresários para resolver esse problema social”, afirmou Pena.

  • Fórum de Debates

    DITADURA

     

     

    Dias 15 e 22 de maio – às 19 horas

     

    Na Regional de Vinhedo do Sindicato Químicos Unificados – Rua Ricardo Braghetto, 36, Centro – Vinhedo – SP

     

    Para nunca mais esquecer!

     

    O Sindicato dos Químicos Unificados, Regional de Vinhedo, e a juventude militante socialista da cidade estão organizando dois debates sobre os 40 anos do golpe militar no Brasil, completados no último dia 31 de março. Ambos serão precedidos da exibição de filmes que abordam esse período no qual, os militares, aliados aos setores conservadores da sociedade civil que os financiavam e deles se beneficiavam, instalaram um dos períodos mais sangrentos e covardes da história do país.

     

    O primeiro debate visa desmascarar a grande farsa que é o filme “O que é isso, companheiro?” e analisar os conflitos que ocorreram durante a ditadura. O segundo pretende mostrar a composição de classes que apoiou o golpe e também desmistificar o fato de que agora “todos eram contra a ditadura”, além de fazer um resgate histórico sobre os motivos que o desencadearam.

     

    Em comum entre esses dois debates há o fato de que a história – ainda tão recente – é falseada e mistificada para atender aos interesses dos setores dominantes que, a bem da verdade, continuam os mesmo. Por isso, é muito importante nunca esquecer.

     

    A programação, que é aberta a todos os interessados, buscará também demonstrar o quanto perversa foi a ditadura e exaltar a importância da democracia.

     

    A programação do Fórum de Debates

     

    Dia 15 de maio (sábado) Início às 19 horas

     

    * Exibição do filme “O que é isso, companheiro?”, seguido de exposição e debates

     

     

    Expositores

     

    Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, foi um dos idealizadores e executores da mais ousada e bem sucedida ação contra a ditadura: o seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Preso pela ditadura em 1969, em São Paulo, passou sucessivamente por interrogatórios na Oban – Operação Bandeirantes e no Dops – Departamento de Ordem Política e Social. Aguardou julgamento e cumpriu pena no Presídio Tiradentes (Carandiru) e no Presídio Barro Branco, ambos em São Paulo. Militante da ALN – Ação de Libertação Nacional, Mané Cyrilio era químico industrial quando foi preso. Libertado depois da anistia de 1979, hoje ele é publicitário no Rio de Janeiro.

     

    Renato Tapajós, além de escritor reconhecido, autor de obras como A Infância Acabou e Em câmara Lenta, dedica-se ao cinema. Entre seus filmes premiados estão: Em Nome da Segurança Nacional, eleito o melhor filme no Festival Internacional de Documentários de Oberhausen, Alemanha, e que também recebeu o Prêmio Coral de melhor documentário no 7 Festival de Cinema de Havana, Cuba; o Vila da Barca, melhor documentário do Festival Internacional de Leipzig, na Alemanha; e Nada Será Como Antes, Nada? Considerado o melhor filme na XIV Jornada de Cinema da Bahia. Tapajós lutou contra a repressão e a ditadura militar e, por isso, ficou preso durante anos. Atualmente ele trabalha na produtora Tapiri Vídeo.

     

    Dia 22 de maio (sábado) Início às 19 horas

     

    Exibição do filme Jango, seguido de exposição e debates

     

     

    Expositor

     

    Alípio Freire, coordenador da comunicação da Prefeitura Municipal de Campinas, é jornalista e escritor, editor da Revista Sem Terra (do MST), membro do conselho editorial do jornal Brasil de Fato e também membro do conselho de redação da revista Teoria & Debate. Freire militou na Ala Vermelha, em São Paulo, e esteve preso nos porões da ditadura de agosto de 1969 a outubro de 1974.

     

    Resistir é preciso!

     

    Se em 1964 a burguesia se utilizou, de forma grosseira e criminosa, do poder das armas para fazer valer na marra os seus interesses no Brasil, hoje, supostamente por caminhos mais civilizados, pratica a mesma luta de classes por meio do terror econômico, da cultura da alienação, do consumismo e do individualismo. Mas as armas, o poder repressivo a ferro e fogo, sempre estão às mãos para serem usados na defesa dos interesses capitalistas, como vemos em várias partes do mundo, com destaque na invasão ao Iraque.

     

    O Fórum de Debates DITADURA NUNCA MAIS é aberto a todos os interessados. Compareça. Resistir é preciso!

     

    A programação será realizada na Regional de Vinhedo do Sindicato Químicos Unificados, Rua Ricardo Braghetto, 36, Centro, Vinhedo. Para mais informações ligar para (19) 3886.6264, e-mail sindibase@uol.com.br

     

    Saiba tudo sobre o golpe militar de 1964 visitando o site http://www.fpabramo.org.br/especiais/golpe/index.htm

  • LESÕES POR ESFORÇOS REPETITIVOS:

     

    A programação

     

    Dia: 30 de abril

     

    Local: ACI – Associação Campineira de Imprensa, Rua Barreto Leme nº 1479, Centro, Campinas/SP.

     

    – 19h30m – O Desafio Sindical para Superação das Doenças dos Trabalhadores. Por Arlei Medeiros, dirigente do Sindicato Químicos Unificados e da CNQ – Confederação Nacional do Ramo Químico.

     

    – 19h45m – Depoimentos:
    Cristiane Souza Ferreira, dirigente da Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados.
    Denilza Aparecida da Silva, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas.
    Maria Izabel Magalhães, Associação dos Portadores de LER.

     

    – 20h15m – Tópicos do livro Um Mundo sem LER é Possível.
    Dr. Roberto Carlos Ruiz, médico especialista em medicina do trabalho, mestre em saúde coletiva pela Unicamp, assessor de sindicatos de trabalhadores e da Regional Latino Americana da UITA – União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação;
    Dr. Nelson Filice de Barros, doutor em saúde coletiva e professor da Área de Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
    Dr. Gustavo Tenório Cunha, médico sanitarista, mestre em saúde coletiva pela Unicamp e especialista em fitoterapia chinesa.

    – 20h45m – Lançamento do livro Um Mundo sem LER é Possível.

     

    – 21 horas – Coquetel.

     

    A LER

     

    A LER – Lesões por Esforços Repetitivos, também denominadas Dort – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, que atualmente representam uma verdadeira epidemia sobre os trabalhadores de várias categorias profissionais, foram base de um estudo realizado nos últimos dez anos pelo Dr. Roberto Carlos Ruiz, médico do trabalho e assessor do Sindicato Químicos Unificados. Todo esse trabalho está agora publicado em livro, que será lançado na Regional de Campinas do sindicato no próximo dia 30 de abril, às 19h30m. O Dr. Ruiz é o coordenador do livro, que conta com a participação de mais oito profissionais ligados à saúde e segurança no trabalho, entre médicos, psicólogos, terapeutas.

     

    Epidemia

     

    A LER é uma doença que ataca músculos e tendões, principalmente dos membros superiores, com origem em movimentos repetitivos, rápidos e em condições inadequadas de trabalho. Os estresses sobre o trabalhador por meio de pressão para maior produção, entre outras motivações, são situações agravantes. Trabalhadores em linha de produção, digitadores, bancários e jornalistas são profissionais com alto grau de risco para contrair LER.

     

    Os sintomas iniciais da LER são de um leve “formigamento”, que evolui para a dor cada vez mais forte e constante. Não sendo tratada a tempo e ou não havendo a interrupção de sua causa, o trabalhador poderá vir a ficar inutilizado para sua atividade e até mesmo para tarefas pessoais e caseiras, como até mesmo segurar um copo com água. Essa doença já fora detectada pelo médico italiano Dr. Ramazzini (1633-1714), no entanto, em termos epidemiológicos, ela passou a chamar atenção após a Segunda Guerra, notadamente no Japão e, posteriormente, na Austrália.

     

    A luta pelo reconhecimento como doença profissional

     

    Por ser uma doença que mutila o trabalhador cotidianamente em seu local de trabalho, a LER sempre foi um assunto evitado pela patronal e pelos governos. Sob determinadas condições, é absolutamente possível prever que determinado trabalhador irá contrair a LER. Assim, reconhecer a LER seria reconhecer que a empresa, de forma consciente e aproveitando-se da desinformação e da falta de leis e punição, coloca o trabalhador sob risco concreto.
    No Brasil, após muita luta, mobilização, e trabalhadores inválidos, em dezembro de 1993 a LER passou a ser reconhecida como doença profissional. Por essa razão, a sua quantificação oficial ainda é bastante precária.

     

    Um Mundo ser LER é possível

     

    Todas as questões que dizem respeito à LER, do ponto de vista médico (clínico e psicológico), do ponto de vista do trabalhador, de governos, da fiscalização da saúde pública e do trabalho, das prevenções e tratamentos necessários, grupos de apoio ao trabalhador adoecido, entre outros, estão no livro Um Mundo sem LER é possível que será lançado no dia 30 na Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados.

     

    Autores:

     

    Roberto Carlos Ruiz (coordenador) – médico especialista em medicina do trabalho, mestre em saúde coletiva pela Unicamp, assessor de sindicatos de trabalhadores e da Regional Latino Americana da UITA – União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação.

     

    Lílian Magalhães – terapeuta ocupacional, professora da PUC Campinas desde 1980, coordenadora do Programa de Estágios em Terapia Ocupacional do CRST Campinas, doutora em saúde coletiva pela Unicamp, pós doutorado no Institute for Work and Healt em Toronto (Canadá) em 2002.

     

    Leny Sato – professora doutora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da USP, coordenadora do Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho (USP).

     

    Maria Maeno – médica especialista em medicina do trabalho, coordenadora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de São Paulo.

     

    Maria da Graça Luderitz Hoefel – médico especialista em medicina do trabalho, profissional no Ambulatório de Saúde do Trabalhador do Hospital de Clínicas de Porto Alegre-RS.

     

    Sylvia Graciela Sosa Mérola – psicóloga, trabalha na Secretaria de Administração do Estado do Rio Grande do Sul e é professora na Escola Técnica de Enfermagem do Hospital de Clínicas de Porto Alegre-RS.

     

    Desirée Cardoso Bianchi – psicóloga, trabalha no Hospital de Clínicas de Porto Alegre-RS.

     

    Nelson Filice de Barros – doutor em saúde coletiva e professor da Área de Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

     

    Gustavo Tenório Cunha – médico sanitarista, mestre em saúde coletiva pela Unicamp e especialista em fitoterapia chinesa.

     

    Maiores informações

     

    Para maiores informações, favor contatar:

     

    – Dr. Roberto Carlos Ruiz: e-mail robruiz@uol.com.br

     

    – Cristiane Souza Ferreira – dirigente da Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados – fone (19) 3231.5077 – ramal 11 e e-mail crisquimisaude@ig.com.br

     

    – Assessoria de imprensa do sindicato – fone (19) 3231.5077 – ramal 17 e e-mail quimicosunificados@terra.com.br

  • Debate na Regional Osasco: 40 anos do Golpe Militar

     

     

    40 anos do golpe militar

     

    Há 40 anos era rompida a legalidade democrática no país e instalada a ditadura militar. A partir daí foram construídas uma das páginas mais cruéis da nossa história. Ao golpe militar e à ditadura se seguiram as resistências operárias, estudantis e populares. Homens e mulheres deram suas vidas em defesa da democracia.

     

    Osasco teve um papel decisivo nesta história, junto com Contagem, em Minas Gerais, protagonizou a heróica greve dos metalúrgicos em 68, um marco da resistência operária que se somou à luta da juventude em todo o país. Logo após a greve veio o Ato Institucional nº 5, e com ele uma perseguição mais implacável às expressões democráticas e a todos aqueles que resistiam aos militares.

     

    Zequinha Barreto, Carlos Lamarca e Iara Iavelberg lutaram heroicamente contra a ditadura, num momento em que a repressão se tornava mais sanguinária e as organizações de esquerda eram desmanteladas. Foram assassinados em 1971.

     

    O Instituto Zequinha Barreto, em face dos 40 anos do golpe militar, promove este momento de reflexão para recuperarmos a memória das lutas operárias e socialistas na nossa região e no país, ressaltando a trajetória destes três revolucionários.

     

    Para contatos e maiores informações:

     

    Instituto Zequinha Barreto
    Praça Joaquim dos Santos Ribeiro, 265 – Km 18 – Osasco
    Tel: 3695-0661- e-mail – izbarreto@ig.com.br

  • O Instituto Zequinha Barreto e o Sindicato Químicos Unificados – Regional Osasco

     

    Local: Praça. Joaquim dos Santos Ribeiro, 265 – Km. 18 – Osasco (Antiga Praça do Samba)

     

    Data: 12 de março Horário: 19 horas

     

    Programação:

     

    1 – A trajetória das mulheres nas lutas sociais – Leonor Marques da Silva – Educadora Popular/Núcleo 13 de Maio

     

    2 – Rosa de Luxemburgo – A mulher na construção do socialismo – Rosa Eleutério – Jornalista

     

    3 – O papel da mulher na luta sindical hoje – Nilza P. de Almeida – dir. do Sind. Químicos Unificados Reg. Osasco

     

    Em 08 de março de 1857, 129 operárias têxteis de uma fábrica em Nova Iorque foram queimadas vivas, a mando dos patrões, por estarem reivindicando melhores salários e redução da jornada de 16 para 10 horas diárias. Desde 1910 esta data foi escolhida como sendo O Dia Internacional das Mulheres.
    É uma data para refletirmos sobre o nosso papel na sociedade, as conquistas alcançadas e o quanto ainda temos que lutar ao lado dos nossos companheiros para alcançarmos nossos objetivos.
    Rosa de Luxemburgo, pela sua integridade, pelas reflexões e pela sua ação política é um exemplo de determinação e idealismo no qual podemos nos refletir

  • MOVIMENTO POR UM BRASIL LIVRE DE LER IRÁ DENUNCIAR FÁBRICA NA ONU

     

    Uma audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba (SP) marcou o lançamento nacional do Movimento por um Brasil Livre de Ler – Lesões por Esforços Repetitivos. A audiência pública, convocada pelo vereador Gabriel Bittencourt (PT) e realizada no dia 26 de janeiro de 2004, tinha como objetivo discutir o avanço, já uma verdadeira epidemia, da LER sobre os trabalhadores. Nessa mesma audiência, o Sindicato dos Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo), o Sindicato dos Papeleiros de Sorocaba e Região e o Núcleo de Saúde do Trabalhador de Sorocaba lançaram o movimento e já divulgaram uma série de atividades a serem realizadas.

     

    Crime contra os Direitos Humanos

     

    Uma das principais bandeiras do movimento como forma de efetivamente combater a incidência da LER sobre os trabalhadores é incluí-la, por meio de pressões políticas, sociais e jurídicas em um crime contra a humanidade. Segundo o Dr. Roberto Carlos Ruiz, Médico do Trabalho e assessor em várias entidades sindicais, diferentemente de outras doenças ou acidentes do trabalho, “muitos casos de LER são previsíveis”. O Dr. Ruiz assim exemplifica: Um trabalhador em determinada função em determinada empresa contrai a LER. A empresa o descarta e o substitui por outro trabalhador, absolutamente são. Aí, é possível afirmar que depois de determinado tempo esse novo trabalhador, sob as mesmas condições de trabalho, irá adquirir LER e também será descartado, criando-se assim, para os funcionários e para a sociedade, uma criminosa e trágica roda-viva de produzir lucros para os empresários e doenças para a classe trabalhadora. O Dr. Ruiz afirma que muitas empresas fazem “vistas grossas” para a escandalosamente crescente incidência de LER, pois hoje elas não arcam com as conseqüências da previsível doença que provocam em seus funcionários, pois estes são depois tratados pelo SUS – Sistema Único de Saúde e aposentados pela Previdência Social, portanto pelos cofres públicos. Se o empresário tiver que responder por um crime contra os Direitos Humanos, com absoluta certeza tomará as providências necessárias, e já absolutamente conhecidas e de domínio público, para evitar a LER.

     

    Hartmann Mapol, uma empresa símbolo em adoecer os trabalhadores

     

    A Hartmann Mapol, uma multinacional dinamarquesa instalada em Sorocaba, produtora de embalagens em fibra moldada para ovos, foi escolhida como a empresa símbolo na produção de trabalhadores lesionados. Segundo o Sindicato dos Papeleiros de Sorocaba e Região, a Mapol tem 350 trabalhadores na ativa e 277 portadores de doença ocupacional registrados na entidade.
    Um caso emblemático foi relatado pelo Dr. Ruiz na audiência pública. Após dois anos registrado na empresa, um trabalhador adquiriu LER e foi demitido. Nesses dois anos, a Mapol recolheu ao INSS cerca de R$ 2 mil relativos às obrigações previdenciárias. O trabalhador se encontra afastado pela Previdência Social devido à doença contraída na Mapol e recebeu em menos de um ano cerca de R$ 5 mil dos cofres públicos. Ou seja, o povo brasileiro está subsidiando os lucros dessa multinacional dinamarquesa que, por sua vez, provoca lesionados entre a classe trabalhadora desse mesmo povo.

     

    Denúncia à ONU

     

    A Dr. Eleonora Menecucci de Oliveira esteve presente na audiência pública em Sorocaba e declarou que a denúncia do Sindicato dos Papeleiros de Sorocaba e Região contra a Hartmann Mapol foi aceita pelo grupo que é ligado à Comissão de Direitos Humanos da ONU – Organização das Nações Unidas, e será levada à reunião anual da organização internacional que será realizada em maio próximo em Genebra, na Suíça. A Dra. Eleonora diz que o alarmante número de casos no Brasil poder levar a ONU ao entendimento de que a questão realmente agride aos direitos humanos.

     

    Atividades programadas pelo Movimento por um Brasil Livre de LER

     

    Os organizadores do Movimento por um Brasil Livre de LER têm o objetivo geral primeiro de dar visibilidade social à epidemia da LER, colocando-a como questão prioritária na pauta da mídia, do governo, das empresas, dos sindicatos e movimentos populares e sociais, principalmente os ligados à área da saúde. Para isso, apóiam-se em dois princípios básicos:

     

    a) PREVENÇÃO – atuar com medidas efetivas para que os trabalhadores que ainda não adquiriram a LER continuem sãos.

     

    b) SOLIDARIEDADE – atual com medidas que venham a causar impactos positivos à vida dos trabalhadores já portadores de LER, buscando proporcionar a eles as mudanças necessárias para que venham a melhorar, em muito, a atual qualidade de vida que possuem.

     

    As fases da ação

     

    As atividades do Movimento por um Brasil Livre de LER traçadas para o primeiro semestre de 2004 são:

     

    Janeiro – dia 26: Uma missão da Relatoria de Saúde da Plataforma de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturas (DHESC), da ONU, estará em Sorocaba para avaliar a realidade e as condições de trabalho na Hartmann Mapol. Será produzido em relatoria a ser apresentado em Genebra, na Suíça, durante a reunião da Comissão de Direitos Humanos da ONU, abordando a incidência da doença como crime contra os Direitos Humanos.

     

    Fevereiro – Dia Internacional da Prevenção de LER, a ser realizado por cada sindicato, cada ONG – Organização Não Governamental, por cada movimento social e popular, principalmente os ligados à saúde.

     

    Março – Encontro Nacional de advogados do Movimento Por um Brasil Livre de LER. Até este momento, os objetivos do encontro serão:

    a) proposta de cláusula de negociação coletiva que poderá ser colocada em pauta de negociações entre sindicatos e empresas em todo o Brasil. Essa cláusula seria denominada de “Cláusula Contra o Cinismo Técnico”. Ela deverá garantir aos médicos e engenheiros de segurança do trabalho um salário dobrado para que trabalhem durante 15 dias nas mesmas condições e jornadas dos trabalhadores que estão em postos de produção nas quais esses médicos e engenheiros emitem laudos afirmando que não são geradores de LER, postos estes que os sindicatos e trabalhadores garantem que são causadores da doença.
    b) proposta de projeto de lei que criminalize os responsáveis por mudanças que falseiam ambiente de trabalho durante as fiscalizações, determinando assim responsabilidade criminal pela ação de expor ao agente público de fiscalização condições que não correspondem à realidade do cotidiano.
    Este encontro será aberto à criatividade solidária de juristas para proposições que venham a contribuir para a diminuição do flagelo da LER sobre a classe trabalhadora.

     

    Abril – Encontro Nacional de Militantes Por um Brasil Livre de LER, a ser realizado durante a Jornada Intercontinental Contra a Alca. Nesse encontro serão definidos os delegados que irão a Genebra acompanhar a entrega na reunião da Comissão de Direitos Humanos da ONU do relatório sobre a LER na Hartmann Mapol. Nesse encontro também serão discutidas as atividades no segundo semestre do ano do Movimento Por um Brasil Livre de LER.

     

    Maio – Entrega do relatório sobre a LER na Mapol na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.

     

    Junho – Entrega ao presidente do Congresso Nacional da proposta de projeto de lei pela criminalização dos prepostos de empresas que atuem falsamente na produção de laudos e na maquiagem de ambientes de trabalho com o objetivo de enganar qualquer ação de fiscalização pública. A proposta desse projeto de lei será redigida no Encontro Nacional de Advogados a ser realizado em março.

    Contatos

     

    Sindicato dos Químicos Unificados
    Fone: (019) 3231.5077
    c/ Luis Baio Zuqueto e Cristiane Souza Ferreira
    e-mail: químicosunificados@terra.com.br

     

    Leia cartilha em anexo e saiba tudo sobre a LER.     
     

  • PLENÁRIA NA REGIONAL DE OSASCO

    Programa

    1) O Plano Colômbia e os Movimentos Sociais de Resistência
    Expositores:

    – Arlei Medeiros – CNQ/CUT e Químicos Unificados – Regional Campinas
    – Luzivan (Piauí) – Químicos Unificados – Regional Osasco

    2) ALCA – Imperialismo e Resistência
    Expositores:

    – Júlio Turra (da Executiva Nacional da CUT) – pelo Comitê Continental contra a ALCA
    – Rogério Bobs (Sindicato dos Bancários e Instituto “Zequinha Barreto”) – pelo Comitê Contra ALCA / Osasco

     

    Dia 5 de dezembro (sexta-feira)
    Das 19 às 21h30m

     

    Na Regional de Osasco do Sindicato Químicos Unificados
    (Praça Joaquim dos Santos Ribeiro – 265 – Km 18 – Osasco)

    Organização

    – Regional de Osasco do Sindicato Químicos Unificados
    – Instituto “Zequinha Barreto” 

  • I Encontro Nacional de Militantes em Saúde do Trabalhador

     

    Com o objetivo de promover um espaço organizado de discussão para a militância em saúde do trabalhador no Brasil, será realizado em Sumaré, nos dias 22 e 23 de novembro de 2003, o I Encontro Nacional de Militantes em Saúde do Trabalhador.
    Esse Encontro é uma iniciativa do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo) e de um coletivo de sindicatos e movimentos do setor no estado do Paraná, onde em setembro último, em Curitiba, foi realizado o I Encontro Estadual de Militantes em Saúde dos Trabalhadores. Essas iniciativas dos encontros estadual e nacional têm origem na necessidade sentida por profissionais e militantes em saúde do trabalhador de reativar os movimentos, profissionais, sindicais e sociais na área, que desde a vitória de Lula estão praticamente paralisados, como que acreditando que por conseqüência dessa vitória todos os problemas no campo da saúde do trabalhador estariam sendo atacados e resolvidos. É a primeira vez que se organiza no Brasil, em caráter aberto, um Encontro Nacional de Militantes em Saúde do Trabalhador. Outros já realizados foram destinados exclusivamente a grupos, entidades ou instituições específicas. Dele pode participar qualquer pessoa que atue na área de saúde do trabalhador, seja técnico no setor, agente político, integrante de movimentos sindical, social e popular, etc.

     

    O objetivo desse movimento é transformar o local de trabalho em área segura, ou seja, que ele não contenha riscos, de qualquer forma ou espécie, à saúde e à vida do trabalhador. Entre outros tantos, inequívoco exemplo disso, hoje, é a LER – Lesões por Esforços Repetitivos, verdadeira epidemia que vem mutilando a classe trabalhadora em todas as categorias profissionais. O trabalhador assume o seu posto e, passados no máximo dois anos já está afastado pela Previdência por ter sido vitimado pela LER. E isso é perfeitamente evitável. Assim, o I Encontro irá buscar organizar um movimento de caráter nacional que exerça pressão sobre todas as esferas de poder político e sobre a patronal no sentido da fiscalização e da atenção que devem receber as condições de trabalho em todos os setores da economia, hoje, via de regra, em precárias e perigosas condições.

     

    Nesse I Encontro Nacional de Militantes em Saúde do Trabalhador será organizado um grupo que irá intervir junto à 12ª Conferência Nacional de Saúde, programação do governo Federal, que será realizada no mês de dezembro, em Brasília.

     

    Convocação política

     

    Aos Militantes na área de Saúde do Trabalhador Sindicatos e entidades do movimento popular

     

    Quando do encerramento da contagem de votos na eleição para Presidente da República do Brasil, em outubro de 2002, todos aqueles que lutam por um país mais justo e solidário entenderam que um grande passo havia sido dado pelo povo brasileiro.

     

    Entretanto, passados quase 10 meses da posse de Lula, constatamos que esta vitória eleitoral não garantiu por si mesma a concretização das mudanças que os trabalhadores e o povo em geral necessitam.

     

    E por que isso ocorreu? Em primeiro lugar porque o próprio Lula, desde antes das eleições, já sinalizava que não estava tão disposto a romper com a ordem internacional. Em segundo, porque toda a estratégia eleitoral se deu com a abdicação das lutas e da mobilização popular pelo atendimento das reivindicações, centrando fogo apenas no institucional.

     

    Levando em conta estes dois fatores e nossa recente experiência com o governo nestes 10 meses, verificamos que o governo Lula está a ceder às pressões do capital e, ao que tudo indica, se os trabalhadores não saírem a campo e se mobilizarem, o governo dará continuidade na execução da política neoliberal (vejam o que ocorre com a questão dos transgênicos e as reformas que estão em curso).

     

    Para que deste processo seja construído um resultado positivo para a imensa maioria do povo, há que se mobilizar a base dos movimentos de luta e mirar no alvo principal: o imperialismo, o FMI, a divida externa, a LRF, etc…

     

    Neste sentido, uma tarefa vai ficando cada vez mais clara para nós: ao invés de nos acomodarmos, precisamos aguerrir a militância, dar a devida sustentação às medidas progressivas e lutar para que Lula atenda as reivindicações populares. Para que isso ocorra precisamos construir as mobilizações, as condições para que o governo Lula possa caminhar com firmes passos rumo às transformações que o país realmente necessita; o que pressupõe que Lula avance na ruptura com o neoliberalismo e honre seus compromissos com aqueles que o elegeram.

     

    Como exemplo, lembramos o que coloca o MST – Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ao mostrar à sociedade que a questão agrária não se limita a dar terra para alguns agricultores: há que se transformar esse modelo de produção que privilegia o latifúndio em detrimento da agricultura familiar. Na área de saúde do trabalhador temos os mesmos impasses e dilemas. Um exemplo bastante contemporâneo poderia ser o caso das LER – Lesões por Esforços Repetitivos. Segundo os pesquisadores, as LERs são definidas como inflamação dos tendões, músculos e nervos. Ora, precisamos avançar e difundir a idéia de que as LERs nada mais são que um fenômeno social, decorrente de um modo de organizar o trabalho que super explora aquele que tem como único patrimônio sua força de trabalho. Assim, ao invés de vender sua força de trabalho por uma vida toda, agora, nestes tempos de super exploração, fica no mercado de trabalho por 1, 2 ou 3 anos, executando seu trabalho através de um ritmo sobre-humano e adoecendo neste curto espaço de tempo.

     

    E é claro, depois de adoecido, quem vai arcar com o prejuízo, além do próprio trabalhador, é o conjunto da classe trabalhadora, que através da Previdência Solidária (INSS), arca com os custos daqueles que, por terem sido super explorados já não conseguem mais trabalhar.

     

    Assim, estamos fazendo esta chamada para discutirmos nossa militância, nos dias 22 e 23 de novembro, em Sumaré, cidade industrial próxima a Campinas. Pedimos que todos os companheiros e companheiras de lutas façam cópia desta convocatória, afixando-a em todos os locais possíveis e articulem a vinda para esse rico debate. Repassem também para todas suas listas de ativistas que tenham na internet.

     

    Nossa proposta é que os grupos locais façam uma discussão em suas bases sobre esta questão da militância em saúde do trabalhador e venham para Sumaré para realizarmos um amplo e democrático debate.
     

     

    Informações gerais

     

    Local do Encontro

     

    O I Encontro Nacional de Militantes em Saúde do Trabalhador será realizado nas dependências da empresa Flaskô, localizada no município de Sumaré. A Flaskô é uma fábrica do setor plástico, que em junho último foi ocupada e está em atividade e sendo administrada pelos próprios trabalhadores. A Flaskô está na base territorial da Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo), situada na rua 26, nº 30, bairro Parque Bandeirantes, município de Sumaré/SP.

     

    Taxa de adesão

     

    A taxa de adesão ao I Encontro é de R$ 40,00, exclusivamente para as despesas de infra-estrutura do evento, não estando inclusos transporte, hospedagem e alimentação.

     

    Pagamento da taxa de adesão

     

    Todos os interessados em participar, no envio da ficha de inscrição devem fazer um depósito bancário no valor de R$ 40,00 para:

     

    * Banco Itaú S.A.
    * Agência 1370 (Campinas/SP)
    * Conta corrente: 27799-6
    * em nome de: COT – Centro Organizativo dos Trabalhadores
    * CNPJ: 04728464/0001-70

     

    OBS: o comprovante do depósito deverá ser apresentado no momento do cadastramento para o I Encontro e entrega das pastas de trabalho, o que será feito no local do evento.

     

    Prazo para inscrições

     

    Para facilitar a organização da estrutura do evento, pedimos que a ficha de inscrição seja encaminhada até o dia 18 de novembro.

     

    Ficha de Inscrição

     

    Qualquer dúvida ou dificuldade, encaminhar e-mail para quimicosunificados@terra.com.br ou telefone para (19) 3231.5077 e fale com Wanderci.

     

    Ponto de concentração

     

    A saída para o local do I Encontro (a Flaskô – fábrica ocupada pelos trabalhadores, em Sumaré), será no dia 22 de novembro (sábado), às 8 horas, na Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados, situada na avenida Barão de Itapura, 2022 – bairro Guanabara, telefone (19) 3231.5077.

     

    Indicação de hotéis

     

    Para facilitar, apresentamos três indicações de hotéis para hospedagem, todos com café da manhã e estacionamento:

     

    Campinas Palace
    Avenida Irmã Serafina, 710 – Centro, fone (19) 3236.5811
    Preços: – R$ 50,00 apto p/ 1 pessoa
    – R$ 75,00 apto p/ 2 pessoas
    – R$ 100,00 apto p/ 3 pessoas

     

    Hotel Castro Mendes
    Rua São Carlos, 15 – Vila Industrial, fone (19) 3272.1060
    Preços: – R$ 40,00 apto p/ 1 pessoa
    – R$ 60,00 apto p/ 2 pessoas
    – R$ 85,00 apto p/ 3 pessoas

     

    Itamaraty Hotel
    Praça Marechal Floriano Peixoto, 308 – Centro, fone (19) 3234.5158
    Preços: – R$ 30,00 apto p/ 1 pessoa
    – R$ 40,00 apto p/ 2 pessoas

     

    Maiores informações

     

    Para maiores informações e esclarecimentos, favor contatar:

     

    Wanderci – Secretário Executivo do Encontro, no Sindicato dos Químicos Unificados
    fone: (019) 3231.5077 – ramal 18
    fone/fax: (019) 3231.5077
    e-mail: diretoriaquimcps@uol.com.br

     

    A programação

     

    Dia 22 de novembro – sábado

     

    9h30m – Comissão Organizadora: Abertura / Objetivos e Propostas do Encontro

     

    13 horas – Almoço

     

    14 horas – Militância na área de saúde:

    – Histórico do Movimento em Saúde do Trabalhador no Brasil – Prof. Francisco Antonio de Castro Lacaz (da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, membro do – Conselho Científico do DIESAT – Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho).
    – A lição do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – representante do movimento (nome a confirmar).
    – O SUS e a Saúde do Trabalhador – O PL 1011, Deputado Federal Roberto Gouveia.

    17h30m – Intervalo

     

    18 horas – Espaço Nacional para articulação dos Movimentos de Portadores de Doenças Ocupacionais (LER, Intoxicações, etc) no território Brasileiro.

     

    Dia 23 de novembro – domingo

     

    9 horas –

     

    – Como os Contra-Poderes se Organizam no Brasil – Coordenação por Fernanda Giannasi, Coordenadora da Rede Virtual-Cidadã pelo Banimento do Amianto para a América Latina, Fundadora da ABREA – Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto e Colaboradora da ACPO – Associação de Combate aos POPs

    * O caso das vítimas do amianto – ABREA
    * A via crucis dos contaminados da Rhodia da Baixada Santista – Jeffer Castelo Branco ACPO
    * O crime ambiental Shell/BASF em Paulínia – Roberto C. Ruiz – Sindicato Químicos Unificados de Campinas/Osasco e Vinhedo.
    * As associações de portadores de LER

     

    10h45m –

    – A Superexploração do Mundo Contemporâneo do Trabalho

    * LER : problema de saúde ou caso de polícia? A violência do trabalho. Por Herval Pina Ribeiro.
    * Assédio Moral – Margarida Barreto.

     

    12h30m – Almoço

     

    13h30m – Plenária Final : Por um Movimento Nacional Organizado e Articulado em Defesa da Saúde da Classe Trabalhadora.

    17h30m – Encerramento – Confraternização