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  • Grito dos Excluídos reúne 10 mil em Campinas

    A 7º edição do Grito dos Excluídos reuniu, em Campinas, aproximadamente 10 mil trabalhadores e participantes de movimentos populares neste 7 de setembro. Crianças, jovens, estudantes, sindicalistas, políticos, donas de casas, desceram a Avenida Francisco Glicério logo após o desfile oficial comemorativo e manifestaram toda indignação contra a miséria e exploração e em defesa da nossa ameaçada soberania. “Tirem as mãos, o Brasil é nosso chão”, “Vacine-se contra a Alca e Sim a Vida, Não à Alca” eram palavras de ordem que, junto a um abaixo-assinado, exigiam do governo Lula um plebiscito oficial para que todos os brasileiros dêem a sua opinião sobre a integração do Brasil à Alca, sobre a dívida externa e sobre a militarização de nosso território.

     

    Veja as fotos abaixo:

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Contra a Alca, a Dívida Externa e a Militarização

     

    Plebiscito Oficial JÁ!

     

    Participe de abaixo-assinado que exige do governo Lula um plebiscito oficial para que os brasileiros dêem sua opinião

     

    No dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, tradicionalmente os movimentos populares, sociais e de trabalhadores realizam o Grito do Excluídos. Como o próprio nome diz, essa manifestação, realizada em todo o país, exige o fim dessa situação de miséria e exploração que se abate sobre a grande maioria da população.

     

    Em defesa de nossa soberania

     

    Como a submissão do Brasil aos interesses do capitalismo internacional e ao imperialismo norte-americano é uma das principais razões dessa terrível situação, o Grito dos Excluídos tem como base a defesa de nossa soberania que, em última instância, é a defesa de nosso povo. E o lema desse ano, bem objetivo, é “Tirem as mãos, o Brasil é nosso chão!”

     

    A vontade popular tem que ser respeitada

     

    Nas atividades de 2003 do Grito dos Excluídos está incluída a realização de um abaixo-assinado que percorrerá todo o país. Nele, é exigido que o governo Lula realize um plebiscito oficial para que todos os brasileiros dêem a sua opinião sobre a integração do Brasil à Alca, sobre a dívida externa e sobre a militarização de nosso território. Em temas como esses, que colocam nossa soberania e nosso povo em jogo, não podem ser tratados sem que a população seja considerada, ouvida e sua opinião respeitada.

     

    Alca

     

    A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) é uma proposta econômica que defende a liberdade do capital acima do bem comum e das pessoas. O objetivo dos Estados Unidos, com a Alca, é estabelecer livre território para a circulação de suas mercadorias e capitais em toda a América Latina, à exceção de Cuba que não a aceita. Plebiscito não oficial realizado no Grito dos Excluídos de 2002 apontou que 98,33% dos 10 milhões de votantes não querem o Brasil na Alca.

     

    Dívida Externa

     

    O pagamento da monstruosa dívida externa está sufocando o país. Quanto realmente o Brasil tomou emprestado? Onde foi aplicado esse dinheiro? Quanto já pagamos? Por que os juros são tão altos? Quem negociou essas dívidas nos últimos 30 anos? Quem assinou os contratos e os acordos? Enfim… queremos saber tudo a respeito dessa imensa, misteriosa e impagável dívida externa. O abaixo-assinado está exigindo que seja realizada uma auditoria pública e transparente nessa dívida. Aliás, uma auditoria que já deveria ter sido realizada conforme previsto em nossa Constituição de 1988. O resultado dessa auditoria, com certeza, daria razão às mobilizações sociais e sindicais que defendem veementemente o não pagamento da dívida externa.

     

    Base de Alcântara, uma vitória popular

     

    O governo Lula suspendeu a votação na Câmara dos Deputados do acordo que entregaria a Base de Alcântara, no Maranhão, para uso exclusivo dos norte-americanos. Eles ocupariam militarmente essa região, e nenhum brasileiro nela poderia mais entrar, nem mesmo o governo brasileiro. Esse acordo havia sido aceito por FHC. Em plebiscito não oficial no Grito dos Excluídos de 2002, 98,59% dos 10 milhões de votantes se disseram contrários a isso.

     

    A suspensão da votação desse acordo foi uma vitória da mobilização da população brasileira contra a militarização e ocupação de seu território pelo imperialismo norte-americano.

     

    Saiba tudo sobre a Alca. Veja nossa cartilha em anexo!

     

     

     

    A programação em Campinas

     

    O ato

     

    A concentração será às 10 horas, do dia 7 de setembro, no Largo do Pará, entrando em caminhada pela avenida Francisco Glicério logo ao final do desfile dito oficial. Os diversos movimentos sociais, populares e sindicais estarão formados em blocos, com temas específicos de suas lutas. O encerramento será no Largo do Rosário, com manifestação em frente ao palanque principal.

     

    O abaixo-assinado

     

    Durante a manifestação, vários companheiros estarão com folhas para o abaixo-assinado exigindo do governo Federal a realização de um Plebiscito Oficial sobre o ingresso do Brasil na Alca. No período de 1 a 7 de setembro esse abaixo assinado estará na maioria das igrejas e sedes dos movimentos sociais, populares e sindicais, onde você poderá passar e colocar o seu nome.

     

    Participe ativamente dessa luta. Coloque o seu nome e grite junto, bem alto: “Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão!”

     

    A programação em Osasco

     

    Sábado – (06/09) – Festa do D.A da História da UNIFIEO com recolhimento de assinaturas.
    Domingo – (07/09)- No final do desfile de 7 de setembro, ato contra a ALCA. Concentração embaixo do viaduto metálico de Osasco próximo à prefeitura. Horário: às 7:30 hs.

     

    O objetivo principal desta campanha é o de conscientizar a população do risco de implantação da Alca, através de debates em colégios e recolhimento de assinaturas em pontos estratégicos de Osasco e Região, culminando com uma atividade no dia 7 de setembro no desfile na Avenida Bussocaba.

     

    No dia 09 de setembro (terça – feira) às 19:00 horas, no Sindicato dos Bancários de Osasco e Região, haverá uma reunião para avaliação da campanha e discussão das posições do comitê em relação à Conjuntura Nacional e Internacional tendo como ponto norte a Alca.

     

    Histórico do Grito dos Excluídos

     

    Em 2003 acontece em todo país o 9° Grito dos Excluídos. Com o lema “Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão”, tem como objetivo a denúncia da exclusão social vivida por milhares de pessoas, causada por um modelo econômico injusto, concentrador e excludente. Também grita em defesa da vida e da população sufocada pela pobreza, desemprego, violência… Anuncia valores e caminhos novos em função da construção de uma sociedade nova. Vários eixos de reflexão se colocam: Soberania nacional, contra a fome, contra o pagamento da dívida externa, a militarização e controle de territórios e povos.

     

    Toda a história do Grito dos Excluídos começou no ano de 1995. O primeiro Grito dos Excluídos foi realizado em 7 de setembro de 1995 e teve como lema: “A Vida em primeiro lugar”. A iniciativa surgiu das Pastorais Sociais em 1994, em vista da Campanha da Fraternidade, que apresentava o tema: “A fraternidade e os excluídos”.O Grito surgiu da intenção de denunciar a exclusão, valorizar os sujeitos sociais. Este grito aconteceu em mais de 170 cidades e teve como símbolo uma panela vazia.

     

    A partir de 1996, o Grito passou a fazer parte do “Projeto Rumo ao Novo Milênio”, com a aprovação dos bispos do Brasil em assembléia da CNBB. Naquele ano, a Campanha da Fraternidade foi sobre política e o lema do Grito: “Trabalho e Terra para viver”. As parcerias foram ampliadas e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Movimentos Populares (CMP) passaram a integrar a coordenação nacional. Foram realizadas manifestações em 300 cidades. O símbolo do Grito foi uma chave, estimulando à reflexão de que o trabalho é a chave da questão social.

     

    Em 1997, a Campanha da Fraternidade foi sobre os encarcerados e o lema do Grito foi “Queremos justiça e dignidade”, atingindo cerca de 700 cidades.

     

    Em 1998, Educação foi o tema da Campanha da Fraternidade. O Grito, com o lema: “Aqui é o meu país”, seguiu ampliando as parcerias, com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, e as manifestações ocorreram em mais de 1000 cidades. O símbolo foi uma sacola vazia com os dizeres: “A ordem é ninguém passar fome”.

     

    Em 1999, a organização coletiva do Grito dos Excluídos contou com a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O tema foi “Brasil: um filho teu não foge à luta”.

     

    Em 2000, com o tema “Progresso e Vida Pátria sem Dívida$”, junto com a realização do Plebiscito Nacional da Dívida Externa em todo Brasil reforça o fato de que, apesar das dificuldades, nosso povo não tem parado de lutar, busca conquistar a independência, dividir o poder e a riqueza e construir uma Pátria livre, um Brasil com igualdade e justiça social.

     

    O Grito dos Excluídos de 2001 com o lema “Por amor a essa Pátria Brasil”, no contexto da economia globalizada, e da pressão dos organismos financeiros internacionais, enfoca a soberania e independência nacional. Frente à globalização da economia, o Grito propõe a globalização da solidariedade no sentido de manter vivos e ativos os sonhos, esperanças e utopias. Também valoriza os tesouros da cultura popular, o protagonismo dos excluídos e incentiva a criatividade, bem como a construção de um projeto popular para o Brasil.

     

    Em 2002, com o lema “Soberania não se negocia”, junto com a realização do Plebiscito Nacional contra a ALCA em todo o Brasil, momento este de tentar manter a soberania nacional, face à imposição do capitalismo norte-americano nos países da América Latina e sobre o povo desses países.

     

    Estamos em 2003 e há anos o Grito vem questionando, pela raiz, a política econômica do país, pois ela compromete a soberania nacional e gera, de ano para ano, cada vez mais exclusão social. Essa é uma questão pertinente: como reorientar os rumos da economia com vistas a uma independência real do país, em que suas riquezas estejam a serviço de um projeto popular, democrático, justo e solidário? São ecos do Grito, que não quer se calar…

     

    Visite a página do Grito dos Excluídos, http://www.gritodosexcluidos.com.br, e fique bem informado sobre as razões do movimento

     

  • Movimentos sociais dizem NÃO aos acordos da OMC!

    A Coordenação dos Movimentos Sociais está convocando todas as entidades dos movimentos sociais e a sociedade em geral para a Jornada Mundial de Lutas contra os acordos da OMC, a ser realizada de 8 a 13 de Setembro. No mesmo período, em Cancun, no México, em torno de 120 países reúnem-se para, através da Organização Mundial do Comércio, discutir e fazer acordos de livre comércio pelo mundo afora. Acordos que, segundo a CMS, são para privatizar a distribuição de água, a saúde, a educação e a vida, aprofundando a dependência dos países pobres.

     

    No dia 13 de setembro, a Coordenação dos Movimentos Sociais realiza a Marcha dos Movimentos Sociais, com concentração às 10 horas, na Praça Osvaldo Cruz, de onde sai em marcha pela Avenida Paulista.

     

    A VIDA NÃO TEM PREÇO: NÃO AOS ACORDOS DA OMC!

     

    O Brasil vive um momento novo, fruto da luta de várias gerações que procuraram outro caminho para o nosso país. A eleição de Lula Presidente marca o início deste processo de reconstrução nacional. No entanto, sem a mobilização popular, não se pode virar esta terrível página da História do país. A luta para a construção de um país justo passa por todos nós, que temos de criar as bases políticas para a mudança.

     

    Por isto, trabalhadores, estudantes, sem-teto e sem-terra, desempregados, homens e mulheres, através de suas entidades e movimentos, organizamos a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), espaço de unidade para todos aqueles que querem ORGANIZAR A ESPERANÇA e mudar o rumo do país.

     

    Lutamos por SOBERANIA NACIONAL – o direito de o Brasil ter seu próprio caminho, voltado a melhorar a vida de seu povo.

     

    Lutamos pelo DESENVOLVIMENTO, para que o Brasil possa produzir, livrando-se da política econômica herdada do neoliberalismo, valorizando o TRABALHO com o fim de dar vida digna e oportunidade a milhões de pessoas marginalizadas, sem emprego, casa, nem terra para plantar. Precisamos da sua ajuda para abrir um novo caminho para o nosso Brasil, onde esperança e alegria não sejam sonho, mas parte do dia-a-dia de quem quer e pode construir o país.

     

    Enquanto isto, os que o povo derrotou nas urnas em outubro tramam dia e noite para recuperar o tempo perdido, usando o medo e a desinformação para manter o Brasil subordinado aos interesses do capital financeiro, sabotando a mudança. Querem o Brasil de joelhos e o povo desmobilizado e usam mentiras para dividir e confundir o povo e amarrar os destinos do Brasil.

     

    Em Cancun, México, a burguesia, através da Organização Mundial do Comércio, esta semana faz acordos para privatizar a distribuição de água, a saúde, a educação e a vida, aprofundando a dependência dos países pobres. Os Estados Unidos tentam a todo custo implementar a ALCA para tornar o Brasil, para sempre, sua colônia. O FMI tenta impor um novo acordo que pode amarrar a economia brasileira, impedindo o desenvolvimento e a geração de empregos.

     

    A esperança é filha da coragem de lutar pelos nossos sonhos. Por isto, homens e mulheres em todo mundo estarão mobilizados de 08 a 13 de setembro para dizer NÃO a tudo isto. Só o povo organizado e em marcha, mostrando a sua força, pode impedir os acordos da OMC.

     

    Participe, venha conosco ORGANIZAR A ESPERANÇA!

     

    08 a 13 de Setembro: Jornada Mundial de Lutas contra os acordos da OMC

     

    * 13 de Setembro: Marcha dos Movimentos Sociais. Concentração às 10 horas na Praça Osvaldo Cruz e marcha na Avenida Paulista

     

    Coordenação dos Movimentos Sociais

  • 2º CONGRESSO DOS UNIFICADOS

    Manifesto: Unir os Trabalhadores e Fortalecer a CUT – Por uma Opção Socialista – (veja abaixo)

     

     

     

    Realizar eleição direta na base com diretoria única em 2005, a relação do sindicato e da CUT com o governo Lula (mais abaixo, o manifesto aprovado), o Plano de Lutas e o Estatuto da entidade foram os principais pontos discutidos no 2º Congresso do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco, Vinhedo e Regiões) realizado de 25 a 27 de julho últimos, em Louveira/SP, com a presença de aproximadamente 300 trabalhadores (as). O Sindicato Químicos Unificados é formado por cerca de 33 mil trabalhadores (as), em 19 municípios que compõe a base territorial de Campinas Osasco, Vinhedo e regiões.

     

    A eleição direta na base de uma diretoria única no ano de 2005 irá concluir o processo exigido pela legislação para concretizar a unificação dos sindicatos Químicos, Plásticos, Abrasivos, Farmacêuticos e Similares de Campinas, Osasco, Vinhedo e regiões. Na prática, no campo político, essa unificação já está implantada conforme decisão aprovada por unanimidade pelos trabalhadores no Congresso de Unificação, realizado em março de 2002. Anteriormente, em julho de 2001, em um plebiscito realizado em toda a categoria, essa unificação já havia sido aprovada por 93% dos trabalhadores na base.

     

    Nos próximos dias, assim que estiver concluída a sistematização com as emendas aprovadas e a redação final, a Análise de Conjuntura, o Plano de Lutas e o Plano de Ação serão divulgados nesse nosso sítio.

     

     

    Momentos do Congresso: explanação de propostas
     

     

    A história da unificação

     

     

    Diretores das regionais de Vinhedo, Osasco e Campinas comemoram a consolidação da unificação
     

    Essa unificação é o resultado de um movimento de resistência denominado Esquerda Química, que aflorou na CUT – Central Única dos Trabalhadores no ano de 1995. Os integrantes desse movimento formavam então uma frente de sindicalistas do Ramo Químico em todo o Brasil, com uma visão de que era necessário um combate mais radical às políticas neoliberais promotoras do aumento da fome, da miséria e do desemprego, além da necessidade de se resgatar os ideais que orientaram a formação da CUT, como o sindicato classista, democrático, combativo e defensor da superação da exploração capitalista e construção de uma nova sociedade justa e democrática, o socialismo. Essa disputa de rumos na CUT e na CNQ – Confederação Nacional dos Químicos sempre foi polarizada entre a corrente majoritária na Central, a Articulação Sindical, e o campo mais à esquerda que, no caso químico, ficou nacionalmente conhecido como a Esquerda Química.

     

    Companheiro Arcênio é homenageado em filme documentário produzido pelo sindicato

     

     

     

    Companheiro Arcênio: homenageado com documentário sobre sua importância política
     

     

    O companheiro Arcênio, dirigente da Regional de Osasco falecido em janeiro de 2002 foi homenageado no 2º Congresso com a apresentação de um filme documentário sobre sua vida e militância política.
    Arcênio, desde jovem, sempre foi um batalhador nas lutas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais e populares. Preso durante a ditadura militar, mesmo torturado não dedodurou ninguém. Saindo da prisão, uma de suas primeiras iniciativas foi o de montar em sua própria casa um curso de formação política para os trabalhadores.
    Inúmeros organizações dos trabalhadores, como grupos de fábrica, de organização no local do trabalho, de oposições sindicais aos pelegos e o PT devem muito à ação, ao esforço e à dedicação do Arcênio, que nunca relutou em deixar a sua vida pessoal em segundo plano para priorizar as lutas da classe trabalhadora, fossem elas nacionais ou internacionais.

     

    TV COT

     

    O filme documentário apresentado em sua homenagem foi produzido pela TV COT, do Centro Organizativo dos Trabalhadores, que é uma entidade dos trabalhadores e trabalhadoras da base do Sindicato Químicos Unificados. Recentemente criada e instalada, a TV COT dedica-se a registrar e produzir documentários sobre as lutas sindicais, populares e de todo o movimento social.

     

    MANIFESTO APROVADO NO 2º CONGRESSO

     

    Unir os Trabalhadores e Fortalecer a CUT – Por uma Opção Socialista –

     

    A eleição de Lula abre um novo processo histórico e nos coloca diante de perspectivas complexas e contraditórias. Os rumos políticos do Brasil sempre estiveram nas mãos das classes dominantes, e os trabalhadores e seus partidos sempre passaram à margem do centro do poder político. Essa realidade, que consideramos um grande avanço da classe, leva os diferentes grupos sociais organizados a fazerem opções. A nossa é defender a luta direta dos trabalhadores e a sua unidade com os movimentos populares e classistas: defendemos a sua auto-organização, de modo a garantir a sua mais completa independência frente ao Estado e à burguesia.

    Por isso, defendemos a UNIDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E O FORTALECIMENTO DA CUT enquanto entidade de luta dos trabalhadores. Somos radicalmente contra parte da direção da CUT e de todos que trabalham para atrelar a CUT ao governo. A melhor forma de contribuirmos com os trabalhadores e o governo é colocar a CUT e toda sua direção a serviço da luta, mobilizando os trabalhadores contra as elites, contra esta Reforma da Previdência e apoiando a luta dos Servidores.

    Nos dirigimos aqui a todos os militantes e grupos organizados conclamando sobre a necessidade de construirmos um Bloco Sindical com uma forte coluna de quadros e militantes, que tenha a organização necessária para enfrentar os desafios colocados na realidade brasileira e fazer com que a CUT cumpra as seguintes tarefas:

    – Ser um instrumento na luta antiimperialista, contra a ALCA e contra o pagamento da dívida externa, que tem estagnado os investimentos necessários ao país;

    – Ser um instrumento de mobilização pela base, buscando sempre a unidade da classe, de modo a reunir as condições para a retomada das grandes mobilizações por um plano econômico de opção socialista, com medidas que reduzam a desigualdade, possibilitem crescimento econômico, gerem empregos e melhorem a qualidade de vida;

    – Lutar pela Reforma Agrária sob controle dos trabalhadores. Defendemos as ocupações dos latifúndios e de terras improdutivas, por isso apoiamos o MST. Exigimos que cessem as prisões dos trabalhadores do MST, exigimos a liberdade de todos os presos políticos. Punição aos assassinos;

    – Assumir a defesa dos trabalhadores perseguidos no mundo – como na Colômbia -, denunciar as multinacionais que atentam contra o povo – como a Coca Cola – e repudiar a campanha caluniosa que a UITA – União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação vem fazendo contra sindicatos colombianos; e

    – Organizar uma ampla Campanha Salarial Nacional, visando construir uma política que recomponha o poder de compra dos trabalhadores e possibilite a organização no local de trabalho.

    – Apoiar todas as ocupações de terreno e prédios abandonados para que possamos ter direito a moradia.

    Louveira, 27 de julho de 2003

    Delegados e delegadas presentes no
    2º Congresso do Sindicato Químicos Unificados

     

    junho/2003

     

    2º Congresso: Para consolidar unificação e decidir caminhos

     

     

    Será nos dias 25, 26 e 27 de julho, em Louveira

     

    “Consolidar… Avançar… Conquistar!” – O tema do 2º Congresso aponta claramente a sua importância para as nossas lutas e para o fortalecimento de nossa entidade de classe, o sindicato. Nele, vamos buscar consolidar a Unificação dos sindicatos de Campinas, Osasco e Vinhedo e vamos discutir e decidir caminhos para fazer avançar a nossa organização, sempre com o objetivo de garantir novas conquistas para a categoria e para a classe trabalhadora.

     

    Congressos das regionais
    O Sindicato Químicos Unificados já é uma realidade, com forte representatividade e poder de fogo conforme comprovam suas conquistas como, por exemplo, a recente Campanha Salarial Emergencial. Mas a burocracia legal exige que as regionais, os sindicatos de Campinas, Osasco e Vinhedo, realizem congressos. Como os problemas são comuns entre as três entidades, o 4º Congresso de Campinas, o 6º de Osasco e o 5º de Vinhedo serão realizados em conjunto com o 2º dos Químicos Unificados.

     

    A decisão é sua!
    Quem aponta os rumos no Sindicato Químicos Unificados são sempre os próprios trabalhadores (as). A direção tão somente executa aquilo que os (as) companheiros (as) na base decidem nas assembléias, encontros e congressos. Assim, a sua ativa participação no 2º Congresso dos Unificados é muito importante. Venha se informar, dar opiniões e sugestões e, principalmente, participar da decisão sobre os rumos de nossas lutas e de nosso sindicato. Se você não estiver presente, quem comparecer irá decidir também por você.

     

    Sua presença é muito importante, pois essa luta também é sua. Venha dar sua proposta. Venha tomar decisões!

     

    Assembléias nas regionais

     

    Também haverá avaliação da Campanha Salarial Emergencial

     

    Na prática, o nosso 2º Congresso dos Unificados começa antes. Ele começa com assembléias nas regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo, nas quais são discutidos e aprovados pontos necessários para a sua organização e funcionamento. E como a democracia e a participação dos trabalhadores é questão de princípio para nós, tudo isso também é aprovado pela categoria nessas assembléias.

     

     

     

    Em Osasco, assembléia mostra disposição

     

    Na Regional Osasco a assembléia foi realizada no dia 27 de junho. Nela, os (as) trabalhadores (as) aprovaram o regimento interno do congresso, sua comissão organizadora e a realização do 6º Congresso do Sindicato dos Químicos e Plásticos de Osasco em conjunto com o 2º Congresso dos Químicos Unificados.
    Todos demonstraram disposição de luta e interesse em participar do nosso 2º Congresso, como forma de cumprir com seus papéis para a consolidação do processo de unificação. Chamamos a todos os trabalhadores da categoria para, juntos, enfrentarmos mais este grande desafio.

     

    Vamos todos, juntos, dar um forte impulso em nossas lutas

     

    Vamos avaliar… vamos avançar… vamos partir para novas conquistas… Vamos fazer um grande e representativo Congresso!

     

    Já completamos um ano da unificação dos sindicatos de Campinas, Osasco e Vinhedo, concretizada no Seminário de Unificação realizado em março de 2002 em Paraibuna. E os resultados conquistados em apenas um ano mostram de forma clara e indiscutível o acerto dessa decisão dos 33 mil trabalhadores (as) que integram nossa entidade. Agora, é hora de avançarmos. E para isso, nesse nosso 2º Congresso vamos avaliar a unificação, vamos fazer avançar nossa organização, e vamos traçar caminhos para novas lutas que nos garantam mais conquistas.

     

    Dia e local
    Ele será realizado nos dias 25, 26 e 27 de julho (sexta-feira, sábado e domingo), na Estância Santa Mônica, em Louveira. Seu início será às 20 horas do dia 25 e o encerramento às 17 horas do dia 27.

     

    Quem pode participar
    Podem participar do Congresso, com direito à voz e voto, todos (as) os (as) trabalhadores sindicalizados (as) da categoria nas bases territoriais de Campinas, Osasco, Vinhedo e regiões, desde que tenham feito previamente a inscrição para dele participar.

     

    Como se inscrever
    Para efeito de uma boa organização, precisamos saber quantos (as) companheiros (as) estarão presentes. Por isso, é necessário fazer a inscrição com antecedência. E para se inscrever basta tão somente procurar um dirigente sindical na portaria da empresa em que você trabalha ou ir diretamente às regionais ou subsedes de Campinas, Osasco e Vinhedo. Mas atenção: a data limite para fazer a inscrição é o dia 18 de julho.

     

    Transporte, alimentação e alojamento estão garantidos
    Já está tudo programado. O transporte, a alimentação e o alojamento correrão por conta do Sindicato Químicos Unificados. Os quartos serão coletivos. Os ônibus sairão dos sindicatos no início da noite sexta-feira (horário a ser confirmado na inscrição) e o retorno (saída) de Louveira será às 17 horas do domingo. O alojamento e todas as refeições serão na própria Estância.

     

    As crianças
    Os (as) trabalhadores (as) que não tenham com quem deixar os filhos com até 12 anos poderão levá-los ao Congresso. Na Estância há parques, brinquedos e monitores que estarão acompanhando, cuidando e promovendo atividades para a criançada. Se você for levar seu filho, não se esqueça de deixar isso bem claro quando for fazer a inscrição para participar do Congresso.

     

    Pauta dos trabalhos

     

    Essa é a pauta que irá nortear os trabalhos e as discussões no 2º Congresso dos Químicos Unificados:

     

    – Avaliar e consolidar a Unificação
    – Discutir e aprovar o Estatuto dos Químicos Unificados
    – Eleição comum em 2005 nas regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo
    – Avaliar a situação política e econômica, nacional e internacional
    – Os interesses da classe trabalhadora e o governo Lula

     

     

  • Solidariedade Internacional.

    Sindicalistas brasileiros e europeus estão na Colômbia para denunciar violência do governo e da Coca-Cola contra trabalhadores

     

     

     

    A Colômbia tem servido como modelo de uso extremado da violência para a implantação a ferro e fogo do neoliberalismo. Todas as formas de organizações populares, sociais e sindicais que tentam a isso resistir estão sendo exterminadas. Indígenas, trabalhadores e camponeses são presos, expulsos de seus locais de trabalho ou moradia e assassinados. Essa ação faz parte do Plano Colômbia, que visa transformar o país em extensão e base militar do imperialismo capitalista, cultural e militar dos Estados Unidos que pretende, com esse projeto, constituir uma cabeça de ponte para se apoderar e internacionalizar toda a Amazônia, inclusive área situada em território brasileiro.

     

    Apoio e denúncia

     

    Em solidariedade à população e aos trabalhadores colombianos, uma delegação de sindicalistas brasileiros e europeus está na Colômbia desde o último dia 7, onde ficará até o dia 21. Entre eles, três dirigentes do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo).

     

    Com essa visita, os sindicalistas, juntamente com diversas organizações mundiais de Direitos Humanos, vão dar início a uma campanha de denúncia internacional desse estado de terror e violência implantado pelo governo Colombiano, pelos Estados Unidos e pelas multinacionais que, em busca do lucro fácil, patrocinam, financiam e colaboram com esse genocídio.

     

    A Coca-Cola

     

    Conforme denúncias, a Coca-Cola e suas subsidiárias na Colômbia são coniventes com essa política que já levou ao assassinato de nove trabalhadores, 48 expulsões do local de trabalho e/ou moradia, dois exílios, incontáveis prisões sem provas ou processos formais e 67 sindicalistas que estão sob ameaça de morte. O SINALTRAINAL (sindicato nacional da categoria, na Colômbia) está promovendo uma ação judicial contra a Coca-Cola, em um tribunal norte-americano, denunciando a ação desta empresa contra o povo colombiano.

     

    Declaração pública ao final do encontro sindical da Rede de Solidariedade Internacional e da Rede de Fraternidade Européia com as organizações sociais do Departamento (Estado) de Arauca, realizado no município de Saravena, na Colômbia, nos dias 14 e 15 de setembro de 2003

     

    O trabalho social e humanitário transcende qualquer interesse individual. Em Arauca se constrói uma proposta de vida, que nasce das necessidades e da sabedoria popular; que respeita os valores e princípios que fazem possível a dignidade humana, mas que hoje não é uma alternativa considerada devido ao pensamento único que impera no mundo e que é imposto pela força desumanizadora da globalização neoliberal que somente faz crescer a miséria e a pobreza.

     

    A proposta de vida que se constrói em Arauca nos permite ver o mundo de outra maneira, na qual a vida com dignidade é possível. As comunidades trabalham pela saúde, pela educação, pela cultura, pela soberania de seu povo, para que seus homens e mulheres construam seu próprio futuro e seus caminhos de bem-estar e de dignidade. Por meio de suas lutas, elas estão conseguindo que sejam reconhecidos e respeitados seus direitos à organização social e à liberdade de expressão, criando assim espaços de mobilização e real participação das pessoas. As comunidades têm lutado incansavelmente pelo direito à vida com dignidade, respeito aos direitos humanos, e pela permanência em seu território reverenciando as milenares culturas indígenas Uwas e Guahibos, e preservando seus espaços ecológicos e ambientais.

     

    Estas mesmas comunidades que historicamente estão resistindo têm encontrado, por parte dos governos colombianos, agressividade, autoritarismo e perseguição a sua proposta de vida. Elas são consideradas, pelo governo, de serem o braço político da revolução e classificadas como terroristas.

     

    Está colocado na Colômbia o mais feroz plano de eliminação da mobilização social, por meio de assassinatos, criminalizações e prisões massivas, além de perseguições a seus projetos sociais e comunitários liderados pelas organizações sociais que estão ameaçadas pela guerra imposta por forças paramilitares. A estas comunidades é negado todo tipo de apoio institucional.

     

    O trabalho social e humanitário dessas comunidades é legítimo e legal perante a lei, e por esse motivo, nós, de organizações sindicais e sociais e de redes de solidariedade internacionais, declaramos e reivindicamos:

     

    – Que cessem as criminalizações dos movimentos sociais;
    – Que os assassinatos de seus membros sejam investigados e que os responsáveis sejam punidos;
    – Que os dirigentes sociais que estão presos sejam libertos;
    – Que os fundamentais direitos internacionais sejam respeitados também na Colômbia; e
    – Que os cidadãos e cidadãs do Departamento de Arauca possam prosseguir vivendo em paz e com justiça social.

     

    Saravena, 15 de setembro de 2003

     

    – Rede de Solidariedade Internacional
    – Rede de Fraternidade Européia
    – Sinaltrainal – Sindicato Nacional de Trabalhadores da Indústria de Alimentos na Colômbia
    – Aduc – Associação Departamental de Usuários Campesinos
    – Cut – Central Unitária de Trabalhadores de Arauca
    – Ascatidar – Associação de Autoridades das Tradições Indígenas
    – Asojer – Associação Juvenil e Estudantil Regional
    – Associações Cívicas e Comunitárias

     

    Nosso trabalho social e humanitário é legítimo e legal.
    O defenderemos com denúncias, com mobilizações e com protestos e atos públicos


     

    Relatos enviados por nossos
    companheiros que estão na Colômbia

     

    Barranca Vermelha, 14 de setembro de 2003

     

    Hoje, nós sindicalistas brasileiros e europeus em visita de solidariedade ao povo colombiano, denunciamos mais um golpe contra os trabalhadores promovido pela Coca-Cola. Ela anunciou o fechamento de 9 das 17 fábricas que tem no país, jogando na rua mais dois mil desempregados.

     

    A Coca-Cola, pela sua atitude nefasta em diversos países vem sofrendo campanhas de denúncias por parte de diversas entidades de trabalhadores, ambientalistas e de direitos humanos, enfrenta processos jurídicos nos Estados Unidos e é alvo de uma campanha de boicote aos seus produtos encabeçado pelo SINALTRAINAL (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação na Colômbia).

     

    Além disso, a conivência desta multinacional norte-americana vem contribuindo para a trágica situação do sindicalismo na Colômbia. Somente este ano, 49 sindicalistas de diversas entidades foram assassinados, além dos seqüestros, ameaças e prisões sofridas diariamente pelos dirigentes sindicais, a exemplo do companheiro Hernando Hernandes, Petroleiro vice-presidente da USO (União Sindical Obrera – petroleiros na Colômbia), que esta em prisão domiciliar acusado de subversão pelo governo Uribe em mais uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais na Colômbia.

     

    Os últimos fatos ocorreram com os companheiros Juan Carlos, dirigente da CUT e da Alimentação de Barranca Vermelha, que graças à atuação dos seguranças saiu ileso de uma tentativa de assassinato por parte dos paramilitares no dia 22 de setembro; e Liberto Carranza, dirigente sindical da Alimentação em Barranquila, no dia 9 de setembro teve seu filho de 15 anos seqüestrado e torturado por quatro horas pelos paramilitares.

     

    Por isso, queremos aproveitar o momento em que no Brasil estamos dando mais um passo em nossa luta contra Alca para juntarmos a esta atividade mais esta denúncia, fazendo pressão na embaixada dos Estados Unidos em Brasília e também ampliá-la para as entidades aliadas no Brasil.

     

    Delegação de sindicalistas brasileiros
    em visita de solidariedade aos
    trabalhadores e ao povo Colombiano
    .

     

    Bogotá, 09 de setembro de 2003


     

    Aos companheiros(as) e amigos(as)

     

    Nossa missão de solidariedade às organizações sociais, sindicais, camponeses e de defensores dos direitos humanos segue com muito entusiasmo e também tem servido de muito aprendizado para nós. Atuando diretamente, estamos entendendo as raízes dos problemas e buscando respostas precisas e seguras sobre a realidade colombiana.

     

    Logo em nossa chegada, no dia 7, participamos de um ato de abertura da Semana Pela Paz, que ocorre de 07 a 14 de setembro, com uma programação de inclui muitas atividades culturais e de protestos e atos públicos. O mote da Semana, nesse ano, é “Sin Reconciliacion no Hay Futuro”, uma frase de Nelson Mandela. Essa frase tem muito sentido aqui, pois o presidente Uribe optou por criminalizar os movimentos sociais e massacrar a guerrilha. E como a guerrilha está fortalecida e bem organizada, não haverá paz se não houver o entendimento. Só restarão cadáveres.

     

    Em um comunicado da CUT colombiana fica muito claro o grau de radicalização no país:

     

    “… expressamos publicamente ao senhor presidente que estamos dispostos a assumir a prisão, o exílio e a morte, se necessário, para defendermos os direitos humanos da população colombiana e não permitir que o genocídio continue.”

     

    Os movimentos denunciam que o governo colombiano não cumpre as recomendações internacionais, não garante segurança ao exercício da atividade sindical e não defende os direitos humanos. Ao contrário, faz campanha implacável contra os movimentos sociais.

     

    Foram cometidas, segundo o Movimento, quase 5 mil violações dos direitos humanos, 2.400 detenções arbitrárias. Só no movimento sindical, em 2003, são 48 trabalhadores assassinados e 120 presos.

     

    Nossa missão, em particular a dos Químicos, é participar ativamente da campanha pela libertação do companheiro Hernando Hernandez, dirigente da USO – sindicato petroleiro/petroquímico que é o símbolo da resistência sindicalista no país. Nos próximos dias haverá uma audiência em tribunal sobre seu caso, e lá estaremos com cartazes e faixas, juntamente com toda a delegação internacional.

     

    Nosso objetivo nessa visita à Colômbia com militantes de toda a parte do mundo é para que o governo de Uribe Vélez aplique, imediatamente, as recomendações de direitos humanos definidas pela ONU – Organização das Nações Unidas e demais organismos internacionais, e que cesse a criminalização dos movimentos sociais e às prisões arbitrárias de seus militantes.

     

    Para se lutar nos movimentos sindicais, sociais e populares na Colômbia é muito difícil, pois os riscos reais de vida exigem um aparato de segurança muito grande e rígido. As informações que chegam até nós, no Brasil, são na verdade contra-informações que correspondem somente aos interesses da burguesia e das oligarquias colombianas.

     

    Um forte abraço socialista e internacional, de todos os companheiros químicos que participam da missão da Rede de Solidariedade Internacional, diretamente da Colômbia.”

     

    Delegação de sindicalistas brasileiros
    em visita de solidariedade aos
    trabalhadores e ao povo Colombiano
    .

     

    16/Julho/2003

     

    22 de julho – Dia Mundial de boicote à Coca-Cola

     

    A Colômbia vem se constituindo como modelo de uso extremado da violência para a imposição do neoliberalismo. Todas as formas de organização social que tentam resistir estão sendo exterminadas: indígenas, camponeses e trabalhadores são assassinados por se oporem às pretensões capitalistas. Assim, a cada ano, na Colômbia são assassinados mais sindicalistas que em todo o resto do mundo.
    A Coca-Cola Company, a Coca-Cola de Colômbia e a sua filial Panamerican Beverage-Panamco S.A. – adquirida por Coca-Cola FEMSA y Bebidas Y Alimentos de Uraba S.A. -são responsáveis por ações ou omissão nesta política de aniquilamento contra o movimento social. Essa criminosa política já levou ao assassinato de nove trabalhadores, dois foram exilados, 48 foram expulsos de seus locais de moradia/trabalho e 67 estão sob ameaça de morte. Além desses, cerca de 15 trabalhadores estão presos devido a falsas acusações de serem terroristas, numa tentativa de estigmatizar e demonizar a atividade sindical.

     

    Organizações mundiais de direitos humanos denunciam que grupos paramilitares, que atuam em cumplicidade com as forças armadas e organismos de seguridade do Estado, constantemente são utilizados nessas atividades de repressão em favorecimento às multinacionais e suas filiais. Essa brutal repressão contra os dirigentes sindicais está obrigando a centenas de trabalhadores a se desfiliarem de suas organizações de classe. Muitos trabalhadores conscientes, assustados e intimidados, demitem-se das empresas Coca-Cola mesmo colocando em risco a sustentação econômica de suas famílias. Sob esse quadro, os acordos/contratos coletivos são ignorados, se impõem baixos salários e cerca de 86% dos trabalhadores são terceirizados (subcontratados).

     

    Esta política trabalhista construída sob clima de terror tem permitido à Coca-Cola aumentar enormemente seus lucros.

     

    Também em outros países – como Guatemala, Filipinas, Paquistão, Índia, Israel, Venezuela, etc – o movimento social tem denunciado a Coca-Cola por ela utilizar-se, diretamente ou por meio de suas filiais, da violência, dos abusos, de participar do financiamento à oposição a governos democraticamente eleitos e do descumprimento das leis trabalhistas, sempre com o objetivo de alcançar seus objetivos econômicos e de mercado. A multinacional também vem sendo denunciada pela prática da discriminação racial, pelo uso irracional da água com danos ao meio ambiente, e por não se comprometer com os consumidores a não utilizar, como matéria prima, produtos modificados geneticamente.

     

    Afirma-se que a Coca-Cola usa folha de coca em seus produtos, no entanto, indígenas que a produzem desde tempos remotos são duramente reprimidos pó isso.

     

    O SINALTRAINAL (sindicato nacional da categoria na Colômbia) está promovendo uma ação judicial contra a Coca-Cola e suas filiais na Colômbia em uma corte nos Estados Unidos, com fundamento na lei Alien Torts Claims Act (atos de prejuízos a estrangeiros), por esses abusos a que os trabalhadores sindicalizados estão sendo vitimados pela multinacional norte-americana.

     

    Em 2002, várias organizações internacionais do mundo realizaram uma audiência pública popular denominada Héctor Daniel Usech Berón (um dos trabalhadores assassinados pela repressão) – Contra a Impunidade SINALTRAINAL Clama por Justiça. Nessa audiência ficou decidido que a partir do dia 22 de julho próximo terá início uma campanha mundial de boicote à Coca-Cola. Na audiência foi também aprovada uma proposta de se exigir a reparação integral das vítimas (ou a seus familiares) da repressão, exigência essa entregue à multinacional no início de 2003.

     

    A Campanha Mundial de Boicote à Cola-Cola se consiste em uma série de atividades que vão desde a não se consumir mais produtos da empresa, a não ser cliente de bancos nos quais a multinacional mantenha investimentos, promover atos de denúncias, protestos e mobilizações conscientes que venham a somar no objetivo de obrigar a Coca-Cola a reparar integralmente os danos causados aos trabalhadores e à população.

     

    Do governo colombiano são exigidos o fim da criminalização dos movimentos sociais e dos trabalhadores e da política de prisão de dirigentes sindicais e populares. É exigido também que o governo comprometa-se com um processo de solução política que venha permitir ao povo colombiano a conquista da paz e do bem estar.

     

    Nossa luta é pela paz com justiça social e pelo bem estar dos povos. Por isso apoiamos a luta contra a guerra, contribuímos com a construção de movimentos contra a globalização capitalista, participamos da luta contra a Alça compartilhamos das iniciativas da Aliança Social Continental, do Fórum Social Mundial e de todas as atividades e ações que busquem permitir aos povos alcançar a felicidade, a soberania e a liberdade.

     

    Por que amo a vida… não consumo Coca-Cola

     

    Porque ela financia a guerra… não consumo Coca-Cola

     

    Não consumo Coca-Cola… não financio a morte!

     

     

    Comitê Internacional da Campanha Mundial contra a Coca-Cola Para que Cesse a Violência na Colômbia! 

  • Conferência Municipal de Saúde de Paulínia

    A Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados conseguiu a aprovação de sua indicação para a criação e instalação do CRST – Centro de Referência da Saúde do Trabalhador em Paulínia. Essa proposta, apresentada por meio de um manifesto, foi aprovada pela plenária da IV Conferência Municipal da Saúde de Paulínia, realizada de 11 a 12 de julho. Agora, o Conselho Municipal de Saúde de Paulínia terá 90 dias para dar início ao processo de instalação, o que é concretizado por meio de lei encaminhada pelos poderes públicos do município. O CRST, como seu próprio nome diz, é um órgão com ação voltada basicamente na defesa da saúde dos trabalhadores da cidade.

     

    Denúncia ao Ministério da Saúde

     

    O CRST é de instalação obrigatória em municípios que junto ao Ministério da Saúde assinaram convênio para Gestão Plena do SUS – Sistema Único de Saúde. Com esse convênio, os municípios recebem verbas do ministério para serem aplicadas em programas de saúde pública. Há cerca de seis anos o município de Paulínia tem o convênio de Gestão Plena com o SUS mas, até hoje, ainda não implantou o obrigatório CRST. E não há, oficialmente, nenhuma explicação para essa omissão.

     

    Com o objetivo de que os trabalhadores de Paulínia tenham acesso a esse serviço de saúde pública – o que é um direito indiscutível e garantido por lei – o Sindicato Químicos Unificados encaminhou ao Ministério da Saúde, no dia 11 de julho, um ofício denúncia sobre o não cumprimento dessa obrigação pelos poderes públicos do município. Esse não cumprimento do compromisso da instalação do CRST pode inclusive levar ao rompimento do convênio entre o município e o Ministério, com o conseqüente fim do repasse de verbas para programas de saúde pública. 

     

  • Liberdade para os presos políticos do MST

    Companheiros e companheiras,

     

    A luta pela Reforma Agrária avança e a cada dia mais famílias de sem-terra se unem para reivindicar o básico direito a um trabalho, moradia, saúde, vida. Porém, a luta também tem seu preço. Através desta mensagem queremos comunicar alguns fatos que aconteceram no Estado de São Paulo.

     

    1. No dia 11 de julho de 2003, os companheiros José Rainha Junior e Felinto Procópio (Mineirinho) foram presos por ordem do juiz Átis de Araújo Oliveira, que trabalha na Comarca de Teodoro Sampaio. Essas prisões foram decretadas durante uma audiência. Ou seja, o juiz armou uma arapuca e o fundamento da prisão é a manutenção da ordem pública.

     

    2. No dia 30 de julho, o mesmo juiz Átis de Araújo Oliveira condenou José Rainha porque, em meados de 2002 a Polícia Militar tinha encontrado uma arma de fogo no carro que o transportava. E mesmo havendo sérias dúvidas sobre o proprietário da arma, Rainha foi condenado a 2 anos. A lei assegura a todos o direito de aguardar o julgamento da apelação em liberdade, além disso, José Rainha estava sob fiança concedida pelo Superior Tribunal de Justiça e isso garante o direito de ficar em liberdade até o julgamento definitivo. Porém, o juiz Átis não entende assim e expediu o decreto de prisão.

     

    3. No dia 10 de setembro, o mesmo juiz Átis de Araújo Oliveira, mais uma vez, decidiu condenar 11 (onze) militantes do MST porque participaram das lutas sociais no Pontal do Paranapanema. A pena fixada foi de 2 anos e 8 meses de reclusão no regime fechado e sem direito de apelar em liberdade. Na sentença, entre outras coisas, o juiz esqueceu que deveria desempenhar o papel de magistrado e passou a lançar acusações políticas contra as atividades do MST, e entre outras coisas escreveu: “Não há qualquer dúvidas de que os réus fazem parte do MST (…) procura-se passar a imagem de que o MST não possui liderança constituída, não é hierarquizado. Nada mais falso (…) os acusados são pessoas destacadas da massa amorfa que compõe o MST (…). O Réu Roberto Rainha é o irmão de José Rainha (líder máximo), sendo que de nada adianta tal acusado negar qualquer vinculação com o movimento pois é óbvio que as têm. Vive junto com o líder máximo, justamente para conseguir a colação de grau em nível superior. É claro que esse esforço tanto desse réu quanto do principal líder (José Rainha) em lhe dar suporte material é para ter ao seu lado pessoa de mais estreita confiança (irmão) e devidamente instruída”.

     

    4. No dia 4 de setembro, o Grupo de Operações Especiais da Polícia esteve na Secretaria Nacional do MST procurando Roberto Rainha. Não tinham mandado de busca e apreensão. Por poucos minutos conseguiram entrar na Secretaria, mas logo o secretário de Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo ordenou que saíssem e assim foi feito.

     

    5. Nesse momento, existem militantes do MST presos em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba e Sergipe.
    Diante disso, pedimos a todos os companheiros e companheiras que sempre lutaram conosco a mais uma vez se juntar a nós contra essas injustiças. Gostaríamos que enviassem cartas, fax, telegramas, mensagens eletrônicas às autoridades responsáveis, conforme endereços abaixo, pedindo a liberdade imediata dos presos políticos do MST, o fim da repressão e a Reforma Agrária urgente.

     

    Governador do Estado de São Paulo – Sr. Geraldo Alckmin
    Fax: (11) 3745-3301 – Correio eletrônico: saopaulo@sp.gov.br

    Secretário Nacional de Direitos Humanos – Sr. Nilmário Miranda
    Fax: (61)226-7980 – Correio eletrônico: nilmario.miranda@mj.gov.br

     

    Julho/2003

     

    Liberdade para os presos políticos do MST

     

    Aos 11 de julho de 2003, José Rainha Junior compareceu a uma audiência no Fórum de Teodoro Sampaio onde seriam ouvidas testemunhas de acusação num processo onde é acusado de crime contra organização do trabalho, por ter, supostamente, realizado uma manifestação, nos Bancos do Brasil e Banespa, em 2000.

     

    Encerrada a audiência o Juiz da Comarca de Teodoro Sampaio, Átis de Araújo Oliveira, pediu que policiais militares entrassem na sala. Os policiais militares deram voz de prisão a José Rainha Junior, que foi algemado e levado preso à Delegacia de Polícia de Teodoro Sampaio.

     

    Tal prática é rotineira. Naquela comarca, cinco ativistas da reforma agrária foram presos ao prestarem espontaneamente depoimento ao Juiz.

     

    O decreto de prisão foi proferido contra José Rainha, Felinto Procópio dos Santos (Mineirinho), Márcio Barreto, Clédson Mendes e Sérgio Pantaleão. Mineirinho foi à Delegacia de Polícia visitar José Rainha, e também foi preso. Os demais, por orientação dos advogados, reservaram-se no direito de resistir à ordem de prisão, aguardando o julgamento do hábeas corpus.

     

    Gilmar Mauro, da Direção Nacional do MST, acompanhado do Advogado da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Roberto Rainha, estiveram na presença do Juiz pedindo vista dos autos do processo onde foi decretada a prisão e foram informados pelo Juiz que o processo ficaria em segredo de justiça por 24 horas. Até o momento, os advogados não tiveram acesso aos autos do processo.

     

    Também, o Desembargador Gercino José da Silva Filho, Ouvidor Agrário Nacional intercedeu infrutiferamente junto ao Juiz para que se permitisse aos advogados do MST conseguir cópias do processo.

     

    Essa é mais uma das reiteradas atitudes arbitrárias cometidas pelo Juiz Átis de Araújo Oliveira, que em um de seus decretos chegou a comparar o MST com a organização criminosa do PCC, em sua tentativa de criminalizar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra pelo seu direito constitucional de reforma agrária.

     

    Entre maio de 2002 até a presente data foram elaborados 29 decretos de prisões preventivas contra integrantes do MST, na Comarca de Teodoro Sampaio/SP. Tais fatos retratam a maior tentativa de criminalização contra os movimentos sociais que lutam por reforma agrária no país. Tentativa, pois 24 destes decretos foram revogados pelo Tribunal de Alçada Criminal, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ou pelo Superior Tribunal de Justiça. Somente o último decreto que mandou prender cinco integrantes do MST, não foi revogado ainda. Neste processo, desde o dia 11, o juiz de Teodoro Sampaio, Átis, não permitiu que os advogados dos trabalhadores tivessem acesso para cópias do processo.

     

    Pedimos a todos que enviem mensagens de solidariedade, repugnando as arbitrariedades cometidas pelo Juiz ATIS DE ARAÚJO OLIVEIRA, requerendo seu afastamento dos processos em que são partes integrantes do MST, já que suas decisões são parciais e eivadas de preconceito político.

     

    Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito Átis de Araújo Oliveira
    Fórum de Teodoro Sampaio

    Rua Passeio Curió, n.º 4 e 5 – Vila São Paulo – Teodoro Sampaio / SP
    CEP 19280-000
    Fax: (18) 282-1152

     

    Exmo. Sr. Ministro Nilson Vital Naves
    Presidente do Superior Tribunal de Justiça

    SAFS – Quadra 06 – Lote 01 – Trecho III – CEP 70095-900
    Brasília – DF
    Fax: (61) 319-8193 – 319-8194 – 319-8195
    Presidencia@stj.gov.br
    gab.nilson.naves@stj.gov.br

     

    Exmo. Sr. Desembargador Sergio Augusto Nigro Conceição
    Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

    Praça da Sé, s/n – São Paulo – SP – CEP 01018.010
    Fax: (11) 3242-6890

     

    Exmo. Sr. Dr. Juiz José Renato Nalini
    Presidente do Tribunal de Alçada Criminal

    Praça João Mendes s/n – CEP 01501-900, São Paulo/SP
    tacrim@ouvidoria.sp.gov.br

     

    Exmo. Sr. Geraldo Alckimin
    Governador do Estado de São Paulo

    saopaulo@sp.gov.br
    Fax: 11 3745 3621

     

     

    Exmo. Sr. Secretário Alexandre de Moraes
    Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo

    justiça@justica.sp.gov.br
    Fax: 11 3291 2600

     

    LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS DO MST!!!

  • Trabalhadores que ocupam e controlam a Flaskô recebem visita de apoio e solidariedade

    Setembro/2003

     

    Trabalhadores da Cipla/Interfibras e Flaskô, ocupadas, farão Pré-Conferência Regional em Sumaré

     

    Em preparação regional para a Conferência Nacional dos Trabalhadores da Cipla/Interfibra e Flaskô, fábricas ocupadas pelos trabalhadores, no dia 27 de setembro haverá a Pré-Conferência Regional em Sumaré, a ser realizada nas dependências da Flaskô. A Conferência Nacional se desenvolverá de 3 a 5 de outubro, em Joinville/SC. As empresas Cipla, Interfibras (em Joinville) e a Flaskô (Sumaré) pertencem ao mesmo grupo econômico e foram ocupadas e estão sendo administradas por seus 1.070 trabalhadores (ver informação completa sobre a ocupação ao final desse Informativo). Eles reivindicam, junto ao governo federal, a estatização das empresas como forma de manter os postos de trabalho e assim não agravar ainda mais a situação de desemprego no país.

     

    A Conferência Nacional e a Pré-Conferência têm como objetivo principal: a) A defesa dos direitos e do emprego dos trabalhadores nas empresas em crise econômica em consequência da especulação financeira e da ação das multinacionais e, b) Como encaminhar a mobilização e pressão para que o governo federal estatize a Cipla, a Interfibras e a Flaskô. A Conferência Nacional está sendo organizada pelo Conselho de Fábrica Flaskô/Cipla/Interfibra, pelo MST – Movimento Sem Terra de Santa Catarina e o Centro de Direitos Humanos de Santa Catarina.

     

    A programação

     

    A Pré-Conferência será realizada na empresa Flaskô, localizada na Rua 26, nº 30, Parque Bandeirantes, em Sumaré-SP, com a seguinte programação:

     

    * 09 horas – Visita à fábrica Flaskô

     

    * 10 horas – Exibição do Vídeo “Flaskô – Fábrica sob Controle dos Trabalhadores”
    – Mesa de abertura: Conselhos de Fábrica da Cipla/Interfibra, Flaskô e Regional de Campinas do Sindicato dos Químicos Unificados

     

    * 11h30m – Intervalo

     

    * 13h30m – Painéis: a) Empresa Quebrada e Defesa do Emprego
    b) Legislação e Reforma Trabalhista – prof. Anselmo Luiz, do Cesit da Unicamp
    c) Soberania Nacional (Alca) – Júlio Terra, dirigente da CUT Nacional
    d) Reforma Agrária – Representante do MST

     

    * 17 horas – Organização e definição de delegados para a Conferência Nacional em Joinville

     

    * 17h30m – Confraternização

     

    Para maiores informações, favor contatar:

     

    * Stefan Mantu pelo fone (19) 3864.1106
    cfflasko@bol.com.br
    http://planeta.terra.com.br/noticias/cipla/conferencia.htm

     

    * Sindicato dos Químicos Unificados

    – fone (19) 3231.5077
    quimiluta@uol.com.br

     

    26/junho/2003

     

    Trabalhadores que ocupam e controlam a Flaskô recebem visita de apoio e solidariedade

     

     

    Os trabalhadores da Flaskô Industrial de Embalagens Ltda, que desde o dia 12 de junho ocupam a fábrica e o controle de sua produção e administração, receberam na tarde do dia 25 de junho a visita de aproximadamente cem pessoas que foram levar seu apoio e solidariedade na luta em que travam para a manutenção dos 70 postos de trabalho na empresa. Além de familiares de trabalhadores da Flaskô, participaram da visita representantes dos poderes políticos municipais de Sumaré e Campinas, integrantes de movimentos sociais, populares e sindicais de toda a região e representantes de associações de bairros próximos à empresa, que está situada na rua 26, nº 300, no Parque Bandeirantes, em Sumaré.

     

    Estatização

     

    Os visitantes se comprometeram junto aos trabalhadores a agir em sua área de influência política e institucional para que a Flaskô venha a ser estatizada pelo governo federal, em conjunto com processo nesse mesmo sentido que já está sendo discutido pelos trabalhadores da Cipla e da Interfibras, localizadas em Joinville (SC), que também as ocupam e administram. Essas três empresas pertencem ao mesmo grupo econômico, cuja dívida maior seria com o próprio governo federal.

     

    Visita à produção

     

     

     

    Os visitantes foram recepcionados pelos trabalhadores da Flaskô que lhes mostraram as instalações da empresa e setores da linha de produção que estão em funcionamento, além da nova forma de organização do trabalho que aos poucos está sendo implantada, agora pelos próprios trabalhadores. As dificuldades iniciais são grandes, conforme eles relatam, mas todos têm a expectativa do sucesso principalmente com base na união e disposição demonstrada por cada um após a decisão de ocupar e administrar a empresa.

     

    A história da ocupação

     

     

     

    Os trabalhadores da Flaskô ocuparam a fábrica e assumiram o controle da produção e da administração da fábrica, em ação conjunta com a Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados, no dia 12 de junho, sem que houvesse resistência por parte da direção da empresa.

     

    A razão dessa decisão, tomada coletivamente entre os trabalhadores e o sindicato, é o constante e histórico descumprimento por parte da empresa de todos os direitos trabalhistas, como por exemplo atrasos no pagamento de salários e vales, não pagamento de adicionais e da PLR – Participação nos Lucros e Resultados, férias vencidas, 13º salário em atraso, registros irregulares, não recolhimento do FGTS, do INSS e demais obrigações trabalhistas junto aos órgãos governamentais, péssimas condições de trabalho, entre outros.

     

    Agora os trabalhadores, sempre em conjunto com o sindicato, estão em fase de reorganização da administração e da produção, além do estabelecimento de contatos com fornecedores, clientes, devedores e credores para a reativação dos negócios da empresa, além da tentativa de abertura de negociação com os proprietários da Flaskô. Para a organização dessas necessidades e de outras que se apresentem, os trabalhadores elegeram entre si uma Comissão Diretiva Provisória.

     

    Com o objetivo de zelar pelas instalações e maquinários, além de evitar alguma ação patronal de desocupação à força e de surpresa sem a abertura de negociação, desde o momento da ocupação um grupo de trabalhadores se reveza no interior da fábrica.

     

    Cipla/Interfibras, coligadas da Flaskô, também é ocupada em Santa Catarina

     

    A Flaskô é uma empresa coligada à Cipla e à Interfibras, empresas localizadas em Joinville (SC). Desde o dia 1º de novembro os aproximadamente 1.000 trabalhadores dessas empresas as mantém ocupadas e têm o controle total da produção e da administração. Essa ocupação ocorreu após uma greve deflagrada por tempo indeterminado em razão das mesmas irregularidades trabalhistas praticadas na Flaskô, em Sumaré.

     

    Uma comissão desses trabalhadores foi recebida pelo presidente Lula no dia 11 de junho, em Brasília, onde foi reivindicada a estatização da Cipla e da Interfibras já que a dívida maior dessas empresas é com o próprio governo federal. Lula determinou a constituição de um grupo de trabalho integrado por representantes desses trabalhadores, dos ministérios da Fazenda, do Trabalho, da Previdência, da Indústria e do BNDS – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo Lula, esse grupo deverá propor alternativas para que as empresas se mantenham em funcionamento pois “é mais fácil manter esses mil empregos do que gerar mil novos postos de trabalho”, concluiu. O sindicato e os trabalhadores da Flaskô estão reivindicando que a fábrica em Sumaré integre esse projeto de estatização.

     

    Essa comissão de representantes dos trabalhadores da Cipla/Interfibra esteve na Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados e participou da ocupação da Flaskô. Agora eles estão mantendo contato com seus companheiros de Sumaré e com o sindicato em Campinas, com o objetivo de repassar experiências acumuladas e contribuir para o sucesso dessa decisão e empreitada dos companheiros trabalhadores da Flaskô.

     

    12/junho/2003

     

    Trabalhadores da Flaskô ocupam a fábrica e assumem a produção e a direção da empresa

     

    Cerca de 70 trabalhadores da Flaskô Industrial de Embalagens Ltda ocuparam a fábrica e assumiram o controle da produção e da administração da empresa, em ação conjunta com a Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados. A ocupação ocorreu no final da tarde do dia 12 de junho, sem que houvesse resistência por parte da direção da Flaskô, que está situada na rua 26, nº 300, no Parque Bandeirantes, munícípio de Sumaré.

     

    A razão dessa decisão, tomada coletivamente entre os trabalhadores e o sindicato, é o constante e histórico descumprimento por parte da empresa de todos os direitos trabalhistas, como por exemplo atrasos no pagamento de salários e vales, não pagamento de adicionais e da PLR – Participação nos Lucros e Resultados, férias vencidas, 13º salário em atraso, registros irregulares, não recolhimento do FGTS, do INSS e demais obrigações trabalhistas junto aos órgãos governamentais, péssimas condições de trabalho, etc.

     

    Agora os trabalhadores, sempre em conjunto com o sindicato, estão em fase de reorganização da administração e da produção, além do estabelecimento de contatos com fornecedores, clientes, devedores e credores para a reativação dos negócios da empresa, além da tentativa de abertura de negociação com os proprietários da Flaskô. Para a organização dessas necessidades e de outras que se apresentem, os trabalhadores elegeram entre os próprios companheiros uma Comissão Diretiva Provisória.

     

    Com o objetivo de zelar pelas instalações e maquinários, além de evitar alguma ação patronal de desocupação à força e de surpresa sem a abertura de negociação, desde o momento da ocupação sempre há um grupo de trabalhadores que se reveza no interior da fábrica.

     

    Cipla/Interfibras, coligadas da Flaskô, também é ocupada em Santa Catarina

     

    A Flaskô é uma empresa coligada à Cipla e à Interfibras, empresas localizadas em Joinville (SC). Desde o dia 1º de novembro os aproximadamente 1.000 trabalhadores dessas empresas as mantém ocupadas e têm o controle total da produção e da administração. Essa ocupação ocorreu após uma greve deflagrada por tempo indeterminado em razão das mesmas irregularidades praticadas na Flaskô em Sumaré e acima citadas.
    Uma comissão desses trabalhadores foi recebida pelo presidente Lula no dia 11 de junho, em Brasília, onde foi reivindicada a estatização da Cipla e da Interfibras já que a dívida maior dessas empresas é com o próprio governo federal. Lula determinou a constituição de um grupo de trabalho integrado por representantes desses trabalhadores, dos ministérios da Fazenda, do Trabalho, da Previdência, da Indústria e do BNDS – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo Lula, esse grupo deverá propor alternativas para que as empresas se mantenham em funcionamento pois “é mais fácil manter esses mil empregos do que gerar mil novos postos de trabalho”, concluiu. O sindicato e os trabalhadores da Flaskô estão reivindicando que a fábrica em Sumaré integre esse projeto de estatização.

     

    Essa comissão de representantes dos trabalhadores da Cipla/Interfibra estiveram na Regional de Campinas do Sindicato Químicos Unificados e participaram da ocupação da Flaskô. Agora eles estão mantendo contato com seus companheiros de Sumaré e com o sindicato em Campinas, com o objetivo de repassar experiências acumuladas e contribuir para o sucesso dessa decisão e empreitada dos companheiros trabalhadores da Flaskô.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente

     

    O Sindicato Químicos Unificados, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que transcorre em 05 de junho, realizou a Marcha em Defesa do Meio Ambiente, sob o tema “Uma Luta pela Vida”. O objetivo da marcha foi o de criar uma consciência popular contra os crimes ambientais que ocorrem em nossa região, cometidos em alta escala principalmente pelas empresas.

     

    A marcha foi realizada em Paulínia, que é a 5ª cidade mais poluída do país. Ela teve início no Jardim Okinawa (próximo ao bairro Betel), fez um ato público em frente à planta da Shell/Basf no Recanto dos Pássaros em protesto à grave contaminação ambiental produzida no bairro pela Shell e se encerrou, também com um ato político, na Sedema – Secretaria de Defesa e Desenvolvimento do Meio Ambiente de Paulínia, onde um caixão simbolizou o enterro das marcas Shell/Basf pela inconsequência com que tratam a questão poluição ambiental e humana na área, buscando de todas as formas fugir às suas responsabilidades.

     

     

    O percurso estava inicialmente previsto para ser realizado totalmente a pé, mas as fortes chuvas obrigaram que em alguns trechos os participantes se utilizassem de veículos. Entre as cerca de 150 pessoas presentes estavam sindicalistas das regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo do Sindicato Químicos Unificados, ex-trabalhadores da Shell/Basf, militantes populares e ambientalistas, representantes do MST – Movimento Sem Terra, moradores e políticos da região. A marcha foi organizada pelo sindicato, pela Comissão de Ex-Trabalhadores Shell/Basf e pelo mandato do deputado federal Luciano Zica (PT).

     

  • Carta de Solidariedade aos trabalhadores colombianos

    Nós, trabalhadores nas indústrias químicas, farmacêuticas, plásticas, abrasivos e similares da base territorial do Sindicato Químicos Unificados (Campinas. Osasco e Vinhedo – estado de São Paulo, Brasil), colocamos-nos firmemente solidários e ao lado das lutas dos trabalhadores da área de Barrancabermeja e da Union Sindical Obrera de La Indústria Del Petroleo, bem como de toda classe trabalhadora colombiana em suas demandas contra a exploração imperialista capitalista a que estão submetidas e, principalmente, manifestamos nosso total repúdio à prática entreguista do governo Álvaro Uribe Vélez e o seu uso de força repressora para intimidar aqueles que lutam por seus direitos e pelos interesses reais do povo colombiano.

     

    Nesse sentido, exigimos:

     

    1) Que se abram as negociações para discussões das reivindicações dos trabalhadores petroleiros;

    2) Que se encerrem imediatamente as criminosas ações do Estado Colombiano e das forças paramilitares por ele sustentadas, contra a classe trabalhadora – sua própria população -, materializadas nas mais diversas, condenáveis e repugnantes práticas, com o objetivo único de liquidar com qualquer resistência à entrega da Colômbia à sanha exploradora capitalista internacional, principalmente a do não menos criminoso governo dos Estados Unidos. É abjeta a submissão do governo e das elites colombianas ao capitalismo central, manifestada inclusive com apoio ao genocídio atualmente praticado pelos norte-americanos e ingleses contra o povo iraquiano, atitude condenada majoritariamente pela classe trabalhadora colombiana.

    3) A imediata libertação do companheiro Hernando Hernández e o término das constantes agressões à USO.

     

    Por fim, por esta carta aberta, declaramos-nos co-assinantes da RESOLUCION 001 definida na assembléia geral dos trabalhadores da área de Barrancaberja, afiliados à Union Sindical Obrera de La Industria del Petroleo, reunida no Club Infantas.

     

    Sindicato Químicos Unificados

  • Visita ao acampamento de Sem-Terra em Cajamar

    Desde o 7 de julho de 2000, os trabalhadores instalaram uma agrovila no local, onde plantam arroz, feijão, quiabo, batata-doce, abobrinha entre outros produtos agrícolas. Os trabalhadores estão plantando produtos orgânicos, sem agrotóxicos e escoando a produção, sem a figura do atravessador, para a população local.

     

    O governo do estado, através da Sabesp, está tentando retirar os trabalhadores do local e instalar um lixão. O Sindicato Químicos Unificados solidariza-se com o movimento e repudia a ação do governo estadual de tentar a todo custo expulsar os trabalhadores que estão produzindo alimentos para seu sustento e da população da região.

     

    Veja as fotos da visita: