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Angela

VITÓRIA PARA OS TRABALHADORES!

Ação judicial, movida pelo sindicato contra a Bann Química, reconhece o direito de adicional de 30% de periculosidade

 

Vitória! Trabalhadoras e trabalhadores do laboratório de Controle de Qualidade da Bann Química, em Paulínia, passaram a receber o adicional de 30% de periculosidade nos salários. O direito foi reconhecido pela Justiça do Trabalho, após ação movida pelo sindicato.

Atualmente, a ação está em fase de cálculos e após finalizada, a empresa fará o pagamento retroativo referente aos últimos cinco anos dos trabalhadores e ex- trabalhadores do laboratório.

“É importante destacar que os setores de Pesquisa e Desenvolvimento e Piloto já recebiam o adicional de periculosidade”, explica André Alves, dirigente do Químicos Unificados – Regional Campinas.

O Sindicato, por meio de ação coletiva, garantiu esse direito também aos demais trabalhadores que ainda não haviam sido contemplados. Importante os trabalhadores ficarem juntos com o sindicato e denunciar os problemas para melhorar o ambiente de trabalho. Somente com luta mudamos a vida!

NATURA: RELATOS SOBRE ASSÉDIO MORAL CONTINUAM NA EMPRESA

Denúncias mostram uma péssima situação no ambiente. Trabalhadoras e trabalhadores estão cada vez mais cansados, doentes e estressados

 

No dia 31 de outubro, o sindicato esteve na Natura, em Cajamar, para conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre a Campanha Salarial, mas também sobre uma pauta histórica na empresa: o fim do assédio moral.

Segundo relatos, esse tipo de violência continua na empresa. As denúncias são impactantes e falam até em controle de quantas vezes as pessoas vão ao banheiro, além também da pressão constante pelo aumento da produção.

Vamos intensificar o combate a esta violência! Em várias fábricas, o assédio moral é usado como um modelo de gestão, portanto, um instrumento que a empresa utiliza para ter mais produção e mais lucros. E a consequência dessa violência está estampada no rosto dos trabalhadores e trabalhadoras, que estão cada vez mais cansados, doentes, estressados…

Como forma de responder a essa violência, o sindicato criou o Observatório de Combate ao Assédio Moral e Sexual. Caso você esteja sofrendo com esta violência ou presenciou algum episódio que caracterize assédio moral, denuncie! O Químicos Unificados tomará as medidas políticas e jurídicas cabíveis para combater essa violência.

CAMPANHA SALARIAL DOS QUÍMICOS: GANHO REAL NOS SALÁRIOS E VA

Garantimos ainda manutenção por mais dois anos da nossa Convenção Coletiva de Trabalho

 

As trabalhadoras e trabalhadores do ramo químico terão 5,01% de reajuste nos salários, piso e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) O percentual é 100% da reposição da inflação somado ao ganho real de 0,5%. Além disso, vamos ter aumento de 17,65% no Vale Alimentação/Cesta Básica, que passará a ser de R$ 200,00.

O reajuste de 5,01% é o INPC de 4,49%, mais 0,5% de aumento real. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor verifica a inflação com base nas despesas necessárias da classe trabalhadora como alimentação, transporte, moradia etc.

Conseguimos ainda um avanço importante, que é o aumento de 17,6% no Vale Alimentação/Cesta Básica. Esse valor de R$ 200,00 é de Convenção, por isso, não está vinculado a metas ou exigências específicas das empresas. É direito conquistado!

Nossas conquistas históricas de décadas seguem protegidas. Garantimos por mais dois anos as mais de 80 cláusulas sociaisda convenção coletiva.

“Arrisco a dizer que a nossa convenção é uma das melhores do país. É o que garante nossos direitos e, mesmo nos tempos mais difíceis, nós conseguimos mantê-la intacta, sem uma vírgula a menos do que conquistamos com luta”, afirma Ivanildo Cristovam da Silva (Nildo), dirigente do Químicos Unificados – Regional Campinas.

Segundo Rosângela Leite, dirigente do sindicato – Regional Osasco, a renovação da CCT mostra que o Químicos Unificados continua combatente. “Se dependesse dos patrões, nossa Convenção Coletiva quase não teria direitos garantidos. Isso mostra que continuamos firmes na luta resistindo”, diz.

As conquistas econômicas são patamares mínimos. Por isso, nas fábricas com pautas específicas, condições de avançar mais e organização, vamos fazer a luta junto com os trabalhadores. Somente com luta mudamos a vida! Nossas conquistas históricas de décadas seguem protegidas. Garantimos por mais dois anos as mais de 80 cláusulas sociais

 

CAMPANHA SALARIAL DOS QUÍMICOS 2025:

  • Salários: reajuste de 5,01% com ganho real de 0,5%
  • Piso 1 (até 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 2. 295,81
  • Piso 2 (mais de 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 2.354,98
  • PLR 1 (até 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 1.334,94
  • PLR 2 (mais de 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 1.483,27
  • Vale Alimentação/Cesta básica: R$ 200,00 (+ 17,65%)
  • Convenção Coletiva de Trabalhado por dois anos

A epidemia das bets e a saúde mental

Enquanto outras dependências exigem acesso físico à substância, o jogo online eliminou todas as barreiras.

“Doutor, minha esposa descobriu. Eram R$ 400 mil que eu deveria ter depositado na conta da construtora. O apartamento dos meus filhos. Apostei tudo.”

Quando meu paciente disse isso no consultório, não estava falando de um episódio isolado. Era a quinta vez naquele mês. Cinco pessoas diferentes, cinco histórias semelhantes: a promessa de dinheiro fácil, a ilusão de controle, a espiral de perdas que culmina em desespero. Todas tinham algo em comum: apostas esportivas online, as chamadas bets.

O que começou como entretenimento legalizou-se como tragédia sanitária. Em menos de dois anos desde a regulamentação, assistimos a um experimento social em tempo real – e os resultados são alarmantes. Não porque faltassem avisos. Mas porque, como sociedade, decidimos ignorá-los. 

Os números contam parte da história. Segundo dados do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio, brasileiros destinaram cerca de R$ 240 bilhões às plataformas de apostas em 2024 – valor equivalente ao orçamento anual do Ministério da Saúde, projetado em R$ 246 bilhões para 2025. Estima-se que 1,8 milhão de brasileiros tenha entrado em inadimplência por conta das bets apenas no último ano.

O varejo brasileiro estima ter perdido R$ 103 bilhões em 2024 – dinheiro que deixou de circular em supermercados, farmácias e comércio local para alimentar algoritmos de cassinos digitais. Números tristes, mas previsíveis.

ASSEMBLEIA NA RHODIA

O Sindicato mobilizou os trabalhadores na porta da Rhodia, em Paulínia, para falar sobre a campanha salarial. Os dirigentes reforçaram a importância da convenção coletiva frente ao que vem acontecendo na Rhodia, como a terceirização. Destacaram ainda a importância em defesa dos direitos da categoria. Além disso, coletaram votos para o Plebiscito Popular.