Regional Osasco
O sindicato notificou a Eurofarma, em Itapevi, no dia 29 de outubro, sobre duas situações que geraram grande insatisfação: os descontos de empréstimos consignados no adiantamento salarial (vale) e a forma de compensação da “Parada Final de Ano – 2025”.
Muitos trabalhadores foram pegos de surpresa com os descontos no adiantamento, prática recente adotada pela empresa. A Eurofarma afirmou ter comunicado a mudança pelo “Conecta”, canal virtual interno, mas, segundo relatos, grande parte dos trabalhadores não têm acesso a essa plataforma.
Mesmo que a lei permita o desconto no vale, a empresa não é obrigada a aplicá-lo. O sindicato avalia que a empresa poderia ter mantido o procedimento do ano anterior. Outro ponto de descontentamento é a decisão da empresa de impor a compensação da “Parada Final de Ano – 2025”, entre os dias 24 de dezembro e 5 de janeiro. O sindicato lembra que a parada de manutenção é de interesse do empregador e que qualquer compensação só é válida com a concordância da maioria dos trabalhadores e comunicação formal ao sindicato, o que não ocorreu.
Denúncias mostram uma péssima situação no ambiente. Trabalhadoras e trabalhadores estão cada vez mais cansados, doentes e estressados
No dia 31 de outubro, o sindicato esteve na Natura, em Cajamar, para conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre a Campanha Salarial, mas também sobre uma pauta histórica na empresa: o fim do assédio moral.
Segundo relatos, esse tipo de violência continua na empresa. As denúncias são impactantes e falam até em controle de quantas vezes as pessoas vão ao banheiro, além também da pressão constante pelo aumento da produção.
Vamos intensificar o combate a esta violência! Em várias fábricas, o assédio moral é usado como um modelo de gestão, portanto, um instrumento que a empresa utiliza para ter mais produção e mais lucros. E a consequência dessa violência está estampada no rosto dos trabalhadores e trabalhadoras, que estão cada vez mais cansados, doentes, estressados…
Como forma de responder a essa violência, o sindicato criou o Observatório de Combate ao Assédio Moral e Sexual. Caso você esteja sofrendo com esta violência ou presenciou algum episódio que caracterize assédio moral, denuncie! O Químicos Unificados tomará as medidas políticas e jurídicas cabíveis para combater essa violência.
Garantimos ainda manutenção por mais dois anos da nossa Convenção Coletiva de Trabalho
As trabalhadoras e trabalhadores do ramo químico terão 5,01% de reajuste nos salários, piso e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) O percentual é 100% da reposição da inflação somado ao ganho real de 0,5%. Além disso, vamos ter aumento de 17,65% no Vale Alimentação/Cesta Básica, que passará a ser de R$ 200,00.
O reajuste de 5,01% é o INPC de 4,49%, mais 0,5% de aumento real. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor verifica a inflação com base nas despesas necessárias da classe trabalhadora como alimentação, transporte, moradia etc.
Conseguimos ainda um avanço importante, que é o aumento de 17,6% no Vale Alimentação/Cesta Básica. Esse valor de R$ 200,00 é de Convenção, por isso, não está vinculado a metas ou exigências específicas das empresas. É direito conquistado!
Nossas conquistas históricas de décadas seguem protegidas. Garantimos por mais dois anos as mais de 80 cláusulas sociaisda convenção coletiva.
“Arrisco a dizer que a nossa convenção é uma das melhores do país. É o que garante nossos direitos e, mesmo nos tempos mais difíceis, nós conseguimos mantê-la intacta, sem uma vírgula a menos do que conquistamos com luta”, afirma Ivanildo Cristovam da Silva (Nildo), dirigente do Químicos Unificados – Regional Campinas.
Segundo Rosângela Leite, dirigente do sindicato – Regional Osasco, a renovação da CCT mostra que o Químicos Unificados continua combatente. “Se dependesse dos patrões, nossa Convenção Coletiva quase não teria direitos garantidos. Isso mostra que continuamos firmes na luta resistindo”, diz.
As conquistas econômicas são patamares mínimos. Por isso, nas fábricas com pautas específicas, condições de avançar mais e organização, vamos fazer a luta junto com os trabalhadores. Somente com luta mudamos a vida! Nossas conquistas históricas de décadas seguem protegidas. Garantimos por mais dois anos as mais de 80 cláusulas sociais
CAMPANHA SALARIAL DOS QUÍMICOS 2025:
- Salários: reajuste de 5,01% com ganho real de 0,5%
- Piso 1 (até 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 2. 295,81
- Piso 2 (mais de 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 2.354,98
- PLR 1 (até 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 1.334,94
- PLR 2 (mais de 49 trabalhadores): 5,01% – R$ 1.483,27
- Vale Alimentação/Cesta básica: R$ 200,00 (+ 17,65%)
- Convenção Coletiva de Trabalhado por dois anos
Outra grande e importante mobilização foi a favor da Palestina na Itália. Mais de 65 cidades italianas registraram uma de suas maiores mobilizações sociais dos últimos anos. Uma greve geral de 24 horas, convocada por sindicatos e organizações sociais, paralisou setores chave do país. Segundo a organização das manifestações, foram mais de 500 mil pessoas participantes.
No Brasil, deputadas e vereadoras do PSOL também estão engajadas nessa luta contra o genocídio do povo palestino. As parlamentares tentaram impedir a saída do Porto de Santos de navio com aço para Israel, além de participarem de missão internacional para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Pelo fi m do genocídio do povo palestino!
Multidões de pessoas lotam as ruas em todo o Brasil para protestar contra a PEC da Bandidagem e o projeto da Anistia
Indignação. Esse é o sentimento que levou uma multidão a tomar as ruas em todo o Brasil, no domingo, 21/9. Somente em São Paulo e no Rio de Janeiro foram mais de 80 mil manifestantes a favor da soberania, da democracia e, principalmente, contra esse Congresso inimigo do povo!
Não são todos os deputados, mas infelizmente a maioria. São eles que votam para blindar criminosos, anistiar golpistas e atuar contra nós, trabalhadoras e trabalhadores. São parlamentares de rabo preso! É um absurdo, enquanto nós lutamos dia a dia, sol a sol, eles só querem saber de impunidade. Se estivessem do nosso lado, a prioridade seria a votação pelo fim da escala 6×1, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e taxar os super ricos. Mas os projetos importantes para nós da classe trabalhadora não interessam para eles.
Golpistas
A PEC da Blindagem é uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que amplia a proteção de parlamentares contra investigações e processos criminais e civis. Ou seja, é na verdade a PEC da Bandidagem! Por enquanto, foi enterrada pelo Senado. Estamos de olho! Se voltarem com alguma proposta desse tipo, vamos para rua novamente!
Já o projeto de lei da Anistia, quer inocentar quem foi preso ou condenado pela tentativa de golpe de estado. Isso inclui os militares e o ex-presidente Bolsonaro, que organizaram a tentativa de golpe contra a nossa democracia.
Nós Químicos Unificados também fomos às ruas e vamos em toda e qualquer manifestação contra essa blindagem de deputados e senadores. Somos contra a anistia de golpistas! Lutamos e defendemos por um Brasil soberano e democrático!
A saúde e o bem-estar das trabalhadoras e dos trabalhadores são prioridade. Pensando nisso, está sendo realizada uma pesquisa anônima e confidencial sobre saúde e condições de trabalho no setor químico e farmacêutico.
O objetivo é identificar os principais desafios enfrentados no dia a dia, compreender as reais necessidades e propor ações concretas para a melhoria do ambiente de trabalho. A pesquisa é simples, rápida e totalmente sigilosa. Nenhum dado pessoal será divulgado. A participação é voluntária, mas essencial para que mudanças reais possam acontecer. Cada voz importa! A contribuição de trabalhadoras e trabalhadores é o caminho para construirmos juntos um futuro justo, seguro e saudável nas indústrias química e farmacêutica.
Pensando no impacto que as condições de trabalho geram na saúde mental, o serviço psicológico tem como objetivo acolher as trabalhadoras e trabalhadores, oferecer escuta qualificada, orientações e apoio diante de situações de sofrimento como assédio moral, sobrecarga, adoecimento e insegurança no ambiente de trabalho.
Os acolhimentos são realizados às quartas-feiras pela manhã, com atendimentos presenciais e on-line, conforme a preferência do trabalhador. Ligue a agende: (19) 3735-4900.
Foi na reunião com o sindicato, que aconteceu no dia 4 de setembro, em que a Pro Nova, empresa que fica em Jandira, acabou admitindo que as denúncias feitas eram verdadeiras. Trabalhadores e trabalhadoras relataram corte do intervalo, fechamento do refeitório, gente ficando até 7 horas sem se alimentar e até assédio moral gravíssimo, como a ordem para funcionárias fotografarem colegas dentro do vestiário. Até pessoas que trabalhavam na guarita sofreram com assédio, já que foram “orientadas” a almoçar na própria guarita… Um absurdo! A empresa diz que está tomando medidas para resolver os problemas.
Sobre a questão do assédio aos trabalhadores da guarita, a empresa disse que o gestor responsável foi demitido. Em relação ao fechamento do refeitório, a empresa afirmou que a situação também já foi resolvida. Agora, sobre as denúncias de trabalhadores ficando horas sem se alimentar, a Pro Nova marcou reunião para o dia 1 de outubro para apresentar uma alternativa. Mas, até o fechamento desta edição, a reunião entre a empresa e o Unificados não havia acontecido. A saúde e o respeito aos trabalhadores não podem esperar.
Além do Observatório, o Unificados também faz pesquisa na porta das fábricas para saber de outras reivindicações.
O assédio moral e/ou sexual está cada dia mais frequente nas fábricas. E por conta do volume de denúncias sobre essa violência, criamos o Observatório de combate ao assédio moral e sexual, plataforma disponível no site do sindicato.
Em julho, fizemos uma pesquisa na Coferly, que fica em Cotia, e muitos relatos apontaram que a pressão por produção e assédio moral correm solto dentro da empresa. Já na Plascá, Br Pack e Br Packing, que também ficam em Cotia, além do assédio moral, houve relatos de assédio sexual.
Pauta de reivindicações
Mesmo com o Químicos Unificados criando uma pauta de reivindicações (fim do assédio moral, política de cargos e salários e saúde e segurança no ambiente de trabalho) e dizendo para a Coferly que as reivindicações são urgentes, a empresa apenas disse que iria responderia a pauta “por meio do sindicato patronal”.
E na Plascá?
Além do assédio moral, há também denúncias de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como vale alimentação com valor insuficiente e condicionantes para o recebimento do benefício, troca de feriados e atrasos no pagamento dos salários.
União e mobilização!
Tanto a Coferly como a Plascá demonstraram descaso com as situações, mas o sindicato sabe o quanto os relatos são preocupantes e urgentes e tomará todas as providências jurídicas e legais possíveis. A questão é que as empresas só ouvem as reivindicações quando tem união e mobilização. É por isso que o sindicato estará na porta das empresas Coferly e Plascá para conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre os próximos passos da nossa luta.
Você sabe o que está acontecendo em Gaza?
Gaza é uma região da Palestina onde toda a população sofre um massacre por parte do governo de Israel.
Para o economista Angelo Cavalcante, “estamos a tratar do maior presídio a céu aberto da história humana onde milhões de palestinos usam uma aspirina, um esparadrapo ou um band-aid se e, somente se, o governo dos sionistas de Israel assim permitir.
Estamos assistindo milhares de mulheres, velhos e crianças morrendo de fome, justamente porque só Israel tem acesso às “chaves” dessa prisão; nenhum outro país ou autoridade global e multilateral acessa essa dramática realidade e essa é a estratégia militar de Israel, esse é o “segredo” da ação dos genocidas israelenses. Por Angelo Cavalcante, publicado na Rede Estação Democracia – RED.