Regional Osasco
Grande parte dos trabalhadores e trabalhadoras já ficaram sabendo de colegas que sofreram na mão de líderes e gestores, ou até mesmo foram vítimas desses superiores. Xingamentos, humilhações, pressão… São várias as violências que, de forma constante, podem levar as pessoas a ficarem doentes no ambiente de trabalho. É por isso que o sindicato criou o Observatório de Combate ao assédio moral e sexual. Não podemos permitir que essa violência seja naturalizada e tome conta do ambiente de trabalho. Se você sofre com esse tipo de violência ou presenciou um colega que foi vítima, não silencie, denuncie! Você pode denunciar de maneira anônima. Acesse o link e faça a sua denúncia.
A luta contra a privatização da Rodovia Raposo Tavares continua! O governador de São Paulo acha que privatizar é a fórmula mágica para tudo, mas como demolições de casas, escolas e empresas, assim como implementar pedágios, pode ser uma solução? Esse projeto é só um entre outros 12 de privatização de rodovias pelo estado. A sanha de privatizar tudo mal disfarça o interesse de lucrar com o que é público. Não houve discussão, transparência, consulta pública e participação da sociedade. Nós do Químicos Unificados somos contra essa privatização absurda! É por isso que a gente apoia o movimento “Nova Raposo Não”, que está recolhendo assinaturas da sociedade, cobrando transparência e participação popular na discussão do projeto. Participe você também acessando o link.
Na propaganda da Salon Line, as pessoas estão sorrindo, parecem felizes. Mas na Devintex, a fabricante dos produtos, que fica em Jandira, a realidade não é nada alegre.
A demanda é por sábados alternados, além de soluções por várias denúncias e reclamações. Sindicato cobra resposta da empresa.
De acordo com as denúncias, a empresa diz que dá uma cesta básica, mas quase ninguém conseguiu levar uma para casa. Isso porque ela simplesmente corta o “benefício” se a trabalhadora ou trabalhador faltar ou atrasar. Até mesmo em situações como chuva, em que o ônibus atrasa.
JORNADA EXAUSTIVA
Outro motivo de reclamação é sobre a jornada de trabalho. Na Devintex, trabalha-se todos os sábados. Além de causar exaustão e possíveis acidentes, uma jornada assim acaba com o descanso e convívio social de todos e todas. Já passou da hora da empresa abrir negociação para ter sábados alternados, pois a Devintex é a única do segmento de cosméticos da região com esse tipo de jornada. Por fim, se aproveitando da reforma trabalhista, temporários são contratados por 9 meses, mas ninguém é efetivado. O contrato de trabalho temporário diz respeito às situações de aumento eventual na produção. Mas o que ocorre na empresa é uma demanda permanente. Portanto, a Devintex está descumprindo a lei! O sindicato entregou um documento para empresa pedindo reunião para tratar dos problemas. Agora é o momento de estarmos juntos, lutando para termos avanços nas condições de trabalho!
Reajuste dos salários: reposição integral da inflação + 5% de aumento real
Piso salarial: reajuste de 10% PLR/PPR: Valor mínimo de 2 pisos salariais já reajustados Vale alimentação: R$ 786,36 (Cesta básica/SP – DIEESE – ago 2024)
Trabalhadoras e trabalhadores do setor químico, junto com seu sindicato, aprovaram a pauta de reivindicações para a campanha salarial no último dia 15 de setembro. Com data-base em 1 de novembro, assembleias realizadas com a base no Cefol Campinas e Osasco avaliaram as propostas que serão levadas para a patronal pela Fetquim, que representa seus sindicatos filiados. A nossa pauta de reivindicações (abaixo) é para a questão econômica, porque as cláusulas sociais já estão garantidas e valem até 30 de outubro de 2025. O sindicato está junto com as trabalhadoras e trabalhadores! Vamos continuar nas portas das fábricas para apresentar a pauta de reivindicações. Esse é o momento de todos e todas da categoria química se mobilizarem junto com o sindicato. “Vamos lutar fábrica por fábrica! Estaremos juntos com todos que estiverem dispostos a se organizarem para conquistar mais direitos. Para isso, é fundamental a participação das trabalhadoras e trabalhadores nesse processo de luta!”, afirma José Roberto Silva da Trindade, dirigente da Regional Osasco. “Se a gente se organizar e os patrões perceberem que estamos unidos, podemos avançar nas pautas específicas! Estamos juntos nessa luta e contem com o sindicato para lutar por seus direitos!”, diz Rosângela Paranhos, dirigente da Regional Campinas.
Após o sindicato protocolar um documento na empresa com várias reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras, a Altacoppo respondeu com um balde de água fria. Isso porque a empresa não atendeu a grande parte das reivindicações. Sobre uma das principais reivindicações, que é a de alimentação fornecida pela empresa, a Altacoppo fez uma pesquisa para que os trabalhadores escolhessem entre o VR/VA ou alimentação dentro da fábrica. Em nenhum momento os trabalhadores e o sindicato reivindicam ficar com um ou outro, pois a reivindicação é ter alimentação fornecida pela empresa e manter o VR/VA. Os absurdos não param por aí. Segundo relatos, a Altacoppo fez uma pesquisa para ver se os trabalhadores estavam sofrendo com assédio moral, pois são várias as denúncias que chegam ao sindicato e o Químicos Unificados combate de maneira constante essa violência. Só que os relatos falam que os trabalhadores foram constantemente observados pelo RH e um técnico de segurança enquanto respondiam a pesquisa. O sindicato entende que essa dinâmica intimida qualquer um que tenta relatar um episódio de assédio moral ou sexual.
No dia 12 de agosto, um acidente na empresa Pro Nova, localizada em Jandira, deixou ao menos uma trabalhadora ferida. Segundo relatos, por conta de uma obra, uma parede do Mezanino caiu. Uma trabalhadora fraturou o punho, outros passaram mal e houve até quem desmaiasse diante do pânico e do susto no momento.
Sindicato esteve na fábrica para dar suporte e orientar os trabalhadores e o envio de documento à empresa cobrando informações
O Sindicato esteve na fábrica para dar suporte e orientar os trabalhadores, já que enviamos um documento à empresa solicitando informações quanto ao ocorrido, providências etc. O Sindicato também solicitou cópia do CAT, sendo informado a abertura do mesmo pela Pro Nova. A empresa informou ainda estar dando todo o suporte e apoio necessário à trabalhadora. O Químicos Unificados solicitou ainda uma reunião para tratar de normas de Segurança do Trabalho, visando garantir a integridade e os direitos dos trabalhadores. Convenção Coletiva Não podemos permitir que o lucro esteja acima de nossas vidas. É por isso que o Sindicato está constantemente alertando os trabalhadores sobre os direitos garantidos na nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A Cláusula 67 da CCT garante o direito do trabalhador de suspender a realização do seu trabalho caso entenda que sua vida, ou integridade física, estejam em risco pela falta de medidas de segurança adequadas.
Atualmente, uma das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras da Naturelle, que fica em Cotia, é por um reajuste no PLR. Após o Químicos Unificados fazer uma pesquisa com as pessoas que trabalham na empresa, o sindicato criou uma pauta de reivindicações e incluiu que PLR fosse melhorado. A empresa se comprometeu em negociar um adicional na PLR na próxima data base, em novembro. Mas sabemos que a luta não pode parar! Quando trabalhadores e sindicatos se juntam em prol de uma reivindicação, as chances de conquista aumentam! Portanto, o Químicos Unificados ficará atento à situação e informará todos sobre as negociações.
As eleições livres fazem parte da democracia, porém é preciso ir além do ato de apenas exercer o direito de votar. É necessário pensar no processo como um todo. Antonio Carlos Bellini Júnior, advogado criminalista parceiro do Sindicato Químicos Unificados e coautor do livro “Crimes Eleitorais Comentados e Processo Eleitoral”, explica em uma breve entrevista sobre o que são crimes eleitorais e assédio eleitoral. Confira:
1) O que são crimes eleitorais? Por que eles existem?
Os crimes eleitorais são aqueles previstos na legislação e no código eleitoral com a finalidade de proteger o processo eleitoral. Quando falamos em proteção desse sistema, é para que não existam atos afetem a liberdade das eleições. Em última instância, para não afetar a democracia e um sistema que depende do processo eleitoral. Óbvio que essa democracia efetiva depende de muitos outros fatores que vão além das eleições livres.
2) Como denunciar um crime eleitoral?
A denúncia de eventuais crimes eleitorais pode ser feita, inclusive em alguns canais na internet, junto à polícia federal, à justiça eleitoral e ao Ministério Público. É importante que ocorram essas denúncias para apurar violações ao processo e à liberdade do pleito eleitoral.
3) O assédio eleitoral nas empresas acontece de que forma? Como a trabalhadora ou trabalhador pode denunciar?
O assédio eleitoral efetivamente acontece em algumas situações dentro de algumas empresas. Não são raras vezes a gente vê esse tipo de assédio. Há ameaças ao trabalhador dizendo que ele perderá o seu emprego se não votar em determinada pessoa. Outras vezes, a gente observa isso de uma forma velada, onde se utiliza aquele local de trabalho para falar de política e tentando influenciar e persuadir diretamente aquele trabalhador. Muitas vezes, inclusive, trazendo promessas de coisas boas se você votar naquele determinado candidato.
Numa situação de assédio eleitoral, além dos canais que já falamos, é possível denunciar ao Ministério Público do Trabalho e levar essa discussão e informação de assédio ao sindicato, que poderá tomar medidas para cessar esse assédio e buscar maneiras de proteção a esse trabalhador que está sendo assediado.
4) Esse tipo de assédio é considerado crime? Por que?
A verificação de situações em que o assédio irá se configurar como crime eleitoral depende de uma análise jurídica do caso. Se levar a informação desse assédio eleitoral a quaisquer das entidades que falamos, inclusive o sindicato, será feita uma avaliação técnico-jurídica desse assédio para verificar se aquela situação se identifica com alguma situação de crime eleitoral ou de violação de alguma outra regra eleitoral, como, por exemplo, abuso de poder econômico.
Em 2016, a Blau deu dois dias de folga aos trabalhadores no período do carnaval, falando que eram dias concedidos como descanso. Mas depois, voltou atrás e disse que os trabalhadores teriam que compensar a folga em dois feriados.

Foi então que o sindicato entrou com uma ação coletiva, alegando que foi culpa da empresa em não comunicar com antecedência essa troca e reivindicando que a Blau devolvesse os valores descontados nos dias que a empresa deu como folga. A justiça deu razão ao sindicato.
A Blau foi multada e teve que fazer a devolução de valores descontados de trabalhadores e trabalhadoras!

