Regional Osasco
Pelo fim da escala 6×1, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, taxação dos supersalários
Nós queremos vida além do trabalho! Trabalhadoras e trabalhadores tomaram as ruas no 1º de maio em Campinas, Osasco, ABC Paulista e em todo o Brasil com uma pauta única: redução de jornada sem alteração de salário, fim da escala 6×1, isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil e taxação dos supersalários.
“É o momento também para lutar e exigir a transparência sobre a igualdade de salários entre mulheres e homens. As federações patronais não querem mostrar os salários porque querem manter os homens ganhando mais e isso implica em violência contra as mulheres”, afirma Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical – Central da Classe trabalhadora e dirigente do Químicos Unificados.
“Hoje estamos unidos a outros sindicatos para lutar por redução de jornada, sem redução de salários. Estamos unidos para o melhor da classe trabalhadora!”, diz André Alves, dirigente do Químicos Unificados – Regional Campinas. É fundamental o fortalecimento de cada uma de nossas lutas, sobretudo pelo fim da escala 6×1, que é desumana e adoece os trabalhadores. A data é um chamado para a mobilização popular, é um dia de luta para nossa gente. Por mais direitos, trabalho digno e por um mundo justo e igualitário.
Nesse mês, que marca a luta das mulheres, a escala 6×1 afeta muito mais as trabalhadoras, que sofrem com jornada extensa, escalas desgastantes e com a falta de folga sábados e domingos.
Nós, mulheres, temos muitas jornadas, além do trabalho na fábrica. Fazemos as tarefas domésticas, somos responsáveis pelo cuidado com crianças, idosos e familiares doentes, no mínimo.
A vida não pode ser só trabalho! Queremos a vida com direito à cultura, lazer, afeto, ao bem viver!
Regional Osasco
Muitos trabalhadores da Biolab relataram ao sindicato que a empresa estaria fazendo movimentações preocupantes, indicando um possível fechamento das unidades de Itapevi e Jandira. Isso porque, segundo informações dos trabalhadores, a unidade de Itapevi iria fechar em Abril, além de ter duas máquinas dessa mesma unidade transferidas para Pouso Alegre, em Minas Gerais. Já a de Jandira, os trabalhadores disseram que informações apontam para um fechamento dentro de 14 meses e que, no local, só iria funcionar o PDI, que é a parte de desenvolvimento.
Com todos esses relatos, o sindicato foi cobrar uma explicação da Biolab. A empresa disse que essas movimentações fazem parte de um processo de expansão, algumas linhas de produção, vão para Pouso Alegre e outras, eventualmente, virão para Jandira. Mas a empresa não confirmou e não desmentiu as informações de fechamento em abril da unidade de Itapevi e a previsão de encerramento da unidade de Jandira em 14 meses, só ficando o PDI.
O Químicos Unificados vai continuar cobrando explicações da empresa e informando os trabalhadores e trabalhadoras sobre essas movimentações. Se você é funcionário da Biolab e tem alguma informação, entre em contato com o sindicato!
Regional Osasco
O Químicos Unificados conseguiu uma vitória importante contra a Natura. O processo teve como objetivo reconhecer problemas de saúde de uma trabalhadora que foram adquiridos por conta do trabalho dentro da empresa ao longo dos anos. A Justiça deu razão ao sindicato e a trabalhadora foi indenizada e adquiriu o direito de ter um convênio médico vitalício pago pela Natura
Saúde é coisa séria!
As empresas continuam colocando o lucro acima da vida. É por isso que não são poucas as pessoas que sofrem com doenças ocupacionais. Por isso que o sindicato sempre está em contato com os trabalhadores e trabalhadoras para saber quais são os problemas existentes no ambiente de trabalho. Com essas informações, conseguimos cobrar as empresas por melhorias, assim como lembrar a todos e todas da importância dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e uma CIPA atuante.
O Químicos Unificados intensifica as ações na porta das fábricas. Chiesi, Pfizer, Medley, EMS e Blau foram algumas das farmacêuticas que o sindicato realizou assembleias. É da mobilização junto com os trabalhadores e trabalhadoras que ganhamos força para avançarmos em nossas reivindicações, principalmente na Campanha Salarial. Neste ano, são negociadas apenas as cláusulas econômicas.
Mesmo com a intensa mobilização na porta das empresas devido à campanha salarial, o sindicato continua na luta contra os problemas específicos denunciados pelos trabalhadores e trabalhadoras.
O Vale Alimentação para todas as trabalhadoras e trabalhadores do setor químico começa a valer a partir de 1º de maio. O sindicato conseguiu negociar e já antecipou o benefício em várias fábricas das regionais Campinas e Osasco.
Agora não tem choro nem vela! Todos os patrões terão de pagar ao mínimo R$ 170,00, que é o valor de Convenção Coletiva. Por isso, não está vinculado a metas ou exigências especificas das empresas.
O impacto desse avanço histórico é injetar até R$ 8 milhões/mês na economia das cidades das regionais Campinas e Osasco. São R$ 96 milhões por ano, segundo estimativas com base nos dados de 2023.
O Químicos Unificados está ao lado dos trabalhadores! Onde houver pauta específica, disposição e organização, vamos fazer a luta por melhorias no ambiente de trabalho.
No dia 4 de dezembro, o sindicato esteve na empresa CHT, que tem sede em Cajamar, para realizar uma assembleia sobre compensação de feriados. Aproveitando a ocasião, o Químicos Unificados informou a empresa sobre o Vale Alimentação que foi inserido na Convenção Coletiva. Após debate sobre o assunto, a empresa disse que teria um reajuste de 10% no Vale Alimentação.
O Químicos Unificados está em uma constante negociação com várias empresas do setor químico para adiantar o Vale Alimentação. A Natura é uma das empresas que o sindicato conversou para que fosse adiantado o benefício. Mas o inacreditável aconteceu: a empresa, que é uma das maiores do setor químico, disse que só daria um retorno no final de janeiro. Parece até piada que uma empresa do porte da Natura não possa adiantar o vale alimentação e até melhorar o valor!
Sindicato consegue importante avanço para as trabalhadoras e trabalhadores do setor químico
Conseguimos incluir em nossa CCT a Cesta Básica/Vale Alimentação no valor mínimo de R$ 170,00. Este valor é de Convenção, por isso, não está vinculado a metas ou exigências específicas das empresas.
Receber o vale ou a cesta sem condicionantes é uma forma também de combater o assédio moral nas empresas. Desta forma, a empresa não pode usar esse direito do trabalhador como moeda de pressão para evitar faltas ou por qualquer outro motivo.
São avanços que demandaram união de todos os sindicatos filiados à Fetquim e muita luta! O Químicos Unificados está ao lado das trabalhadoras e trabalhadores! Por isso, onde houver pauta específica, disposição e organização, vamos fazer a luta e buscar sempre por melhorias nas fábricas.
OITO EMPRESAS ANTECIPAM VALE
Na região de Hortolândia, pelo menos sete empresas já confirmaram que vão antecipar o pagamento do Vale Alimentação em janeiro são a Solven, Bimeda, Sinter Futura e Sportive Indústria e Comércio de Plásticos. Já as empresas CBP e Embalixo vão pagar em março e, em maio, a GVS e Foco do Brasil. Na região de Paulínia, a Syngenta vai ceder Vale Alimentação para salários até R$ 12 mil.
Outra conquista foi na Bann Química (Paulínia–SP). Foi com luta que o sindicato garantiu reajuste do Vale Alimentação de 7%. Após organização e mobilização do sindicato junto dos trabalhadores, o ticket alimentação teve um aumento para R$ 230,00, o que já é 35% superior ao valor previsto pela CCT a ser implementada em 2025.
ALTACOPPO: REAJUSTE DE 28,4% NO VR
O sindicato esteve na Altacoppo no dia 11 de dezembro para conversar com os trabalhadores sobre a novidade em relação ao Vale Alimentação, fruto da mobilização da Campanha Salarial, e um reajuste no Vale Refeição que foi conquistado em negociação direta do sindicato com a empresa. Já faz um tempo que o sindicato e os trabalhadores da Altacoppo estão na luta para ter avanços no vale refeição. Com o reajuste da Campanha Salarial e após as mobilizações na porta da fábrica e conversas com a empresa, o Vale Refeição teve um aumento de 28,4%!
O sindicato está atento ao assédio moral e sexual dentro das fábricas! Não aceitamos que as trabalhadoras e trabalhadores sofram qualquer tipo de assédio! Todas as denúncias que chegam tanto por meio do contato direto com os dirigentes quanto pela plataforma Observatório de Combate ao Assédio Moral e Sexual são verificadas e encaminhadas para buscar uma solução.
O Observatório, que está disponível no site do sindicato, é um canal de troca de informações sobre o que está acontecendo no chão da fábrica para o sindicato intermediar e buscar soluções. O objetivo é apoiar os trabalhadores que sofrem ações compatíveis com assédio moral ou sexual no seu local de trabalho.


