Regional Osasco
No dia 25 de novembro, os trabalhadores e trabalhadoras do 3º turno da Eurofarma se juntaram ao sindicato numa assembleia gigantesca! Essa paralisação fez com a empresa sentisse a força da mobilização e marcasse uma reunião com o sindicato. Com união e mobilização da categoria, os avanços são possíveis!
A Justiça do Trabalho anulou a eleição da CIPA na matriz da Rehau, em Cotia, após comprovar que a empresa transferiu uma trabalhadora durante o processo eleitoral para impedi-la de disputar. Por conta da decisão, a empresa foi obrigada a realizar novo processo eleitoral da CIPA, que resultou na eleição da trabalhadora que havia sido transferida.
O processo teve como objetivo reconhecer problemas de saúde de uma trabalhadora que foram adquiridos por conta do trabalho dentro da empresa ao longo dos anos. A justiça deu razão ao sindicato e a trabalhadora foi indenizada e adquiriu o direito de ter um convênio médico vitalício! É por isso sempre lembramos da importância de relatar os problemas ao sindicato, seja uma denúncia por assédio moral, como violação de direitos, más condições de trabalho, entre outras questões.
Estamos num momento que muito se fala sobre os benefícios da redução de jornada: mais tempo para descansar, curtir a família, viajar. Afinal, a vida não é só trabalho! Por isso, os trabalhadores e trabalhadoras da Devintex, Altacoppo e Gerresheimer se uniram ao sindicato e lutaram por esse avanço. Na DEVINTEX, que fica em Jandira, a mobilização tomou conta e a assembleia realizada com o Químicos Unificados resultou na aprovação da jornada com sábados alternados, que substituiu a jornada antiga que era com sábados fixos.
Já na GERRESHEIMER, em Cotia, o embate foi duro! Num primeiro momento, a empresa descartou a proposta do sindicato de sábados alternados. Mas o Químicos Unificados continuou a luta na porta da fábrica e, com a união e garra dos trabalhadores, a proposta foi para a frente, resultando na aprovação da jornada de sábados alternados.
A ALTACOPPO, em Carapicuíba, também foi uma das empresas em que os trabalhadores protagonizaram a luta pela redução de jornada. Após anos de pressão e negociação, os três turnos votaram e aprovaram a redução no horário dos sábados!
VOCÊ SABIA?
A jornada de trabalho de 8 horas não foi um presente das empresas. Ela é fruto de muita luta, greves e organização dos trabalhadores junto aos sindicatos.
HOUVE MUITA LUTA, CORAGEM E OUSADIA FOMOS PARA AS RUAS E ESTIVEMOS NAS PORTAS DAS FÁBRICAS PARA DEFENDER NOSSOS DIREITOS
2025 foi um ano de várias conquistas para as trabalhadoras e trabalhadores! Fomos para as ruas pelo fim da escala 6×1, junto com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) no 1º de Maio, pela isenção do imposto para quem ganha até R$ 5 mil, contra a anistia e a PEC da Bandidagem. Estivemos firmes nas campanhas salariais do setor químico e farmacêutico. Saímos vencedores com ganho real nos salários e manutenção das cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Com os avanços da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil somada ao
reajuste com ganho real e mais o aumento no valor do Vale Alimentação, as trabalhadoras e trabalhadores vão receber no final do ano que vem mais de R$ 7 mil de renda no bolso por conta dos avanços e conquistas.
Participamos ativamente do Plebiscito popular, que obteve mais de 2,1 milhões de votos e abordou, além da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais; a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, com o fim da escala 6×1; e a taxação progressiva para rendimentos acima de R$ 50 mil mensais.
Mobilização e a pressão no Congresso resultaram na Lei 15.270 de 2025, que estabelece ainda descontos a quem recebe até R$ 7.350 mensais e aumenta a taxação para altas rendas. A lei foi sancionada pelo presidente Lula em novembro de 2025. São avanços importantíssimos para o bem-estar e pela qualidade de vida da classe trabalhadora. Lutamos muito e continuamos sempre para conseguir avançar e conquistar melhorias para os trabalhadores. Merecemos condições dignas de trabalho, remuneração adequada e qualidade de vida!
É a nossa força de trabalho que faz tudo acontecer! Por isso, precisamos defender nossos direitos e combater jornadas exaustivas como a escala 6×1, que explora e nos adoece! Já conseguimos a isenção do imposto de renda, agora, a luta é pelo fim da exploração e por condições dignas de trabalho!
SE CONSIDERARMOS UM SALÁRIO MÉDIO DE R$ 3,5 MIL/MÊS, A RENDA EXTRA NO ANO SERÁ DE:
- Isenção de imposto de renda R$ 2.826,65/ano
- Vale Alimentação (R$ 200/mês) R$ 2.400,00/ano
- Reajuste salarial (5,01%) R$ 2.104,20/ano
Total R$ 7.240,65
SOMENTE COM LUTA MUDAMOS A VIDA!
ONU e ONGs denunciam que a ajuda humanitária a Gaza permitida por Israel é ‘totalmente insuficiente’. Segundo entidades, território palestino recebe entre 140 e 150 caminhões diários com água, mantimentos, remédios e produtos de necessidade básica, mas acordo de cessar-fogo previa 600 por dia.
A violação do cessar-fogo é constante por parte de Israel. Militares sionistas lançaram no final de Outubro uma série de ataques aéreos na Cidade de Gaza, deixando mortos e feridos. A Defesa Civil local relatou que uma das ofensivas se dirigiu a uma área próxima ao Hospital al-Shifa. Enfim, o acordo de cessar fogo não é efetivo, não está sendo cumprido pelo governo de Israel. Crianças continuam morrendo de sede e fome.
Com falso pretexto de combate ao narcotráfico, Donald Trump manda atacar navios no Caribe e no Pacífico
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça a soberania, a paz e a estabilidade dos países da América Latina. Trump mandou bombardear embarcações no mar do Caribe e no Pacífico, que já deixaram pelo menos 66 pessoas mortas. Esses ataques não foram realizados no contexto de defesa nacional ou contra pessoas que representam uma ameaça à vida.
O que o governo dos EUA fez foi assassinar seres humanos ilegalmente. Eles reuniram navios de guerra, caças, bombardeiros, fuzileiros navais, drones e aviões espiões no Mar do Caribe. Trata-se da maior tropa para a região em décadas. Os governos da Venezuela, Colômbia e Cuba rejeitaram essa força militar e alertaram sobre a ameaça que isso representa para a região.
A justificativa? Falam que é uma guerra contra o narcotráfico. No entanto, até agora não forneceram provas ou dados sobre as pessoas a bordo dos navios atacados. Não apresentaram sequer 1 grama de droga.
Esses ataques sem provas levantaram questões sobre a legitimidade do ataque militar dos EUA. Existem, portanto, vários sinais de que se trata, na verdade, de uma campanha de intimidação para tirar do poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Tarifaço e Lei Magnitsky
Antes de atacar embarcações no mar do Caribe, Trump impôs tarifas altíssimas a diversos países para chantageá-los e obrigá-los a cederem aos interesses dos EUA. No Brasil, a taxa foi de até 50% sobre produtos como café e carne bovina. Além disso, atacou a nossa soberania popular ao pressionar o Judiciário e o governo para conter ações do Supremo Tribunal Federal contra grandes plataformas de mídia social. Apesar das pressões, o Brasil manteve sua posição, aumentou suas exportações para outros países e não cedeu às big techs, obrigando Trump a recuar e abrir novas negociações com o presidente Lula.
E quais os reais interesses de Trump no Brasil? Entre elas envolve a defesa das grandes corporações de tecnologia e o acesso às “terras raras” na Amazônia, minerais estratégicos para a indústria moderna. O Brasil tem a segunda maior reserva no mundo, atrás apenas da China. Portanto, de bonzinho ou queridinho, o Trump não tem nada.
O ataque à soberania da Venezuela tem as mesmas motivações. Nada a ver com tráfico de drogas. O interesse é pelo petróleo, que já foi declarado em alto e bom som. Vamos defender a nossa soberania popular e o direito de cada país definir o rumo de sua nação.
Aquela inocente zebrinha do Fantástico nos anos 1970 e 1980, que falava o resultado dos jogos de futebol para loteria esportiva, não existe mais. Agora são os perigosos jogos de azar eletrônico e as plataformas de apostas online. As chamadas Bets estão afetando cada vez mais a saúde mental das trabalhadoras e trabalhadores.
Um vício que está acabando com a vida de muitas pessoas, que perdem tudo, inclusive o trabalho. “O problema tem afetado diretamente a vida laboral, social e familiar dos trabalhadores, que acabam endividados e com dificuldades de manter sua rotina produtiva”, afirma Roberto Ruiz, médico do trabalho que atua no Químicos Unificados.
Segundo ele, relatos de atendimentos apontam para um avanço significativo na dependência desse tipo de jogo. Ruiz explica que a sensação de prazer e a falsa expectativa de ganho estimulam neurotransmissores ligados à recompensa, o que alimenta o comportamento compulsivo.
“Tudo começa com uma aposta inocente, e a partir daí a pessoa entra num ciclo difícil de interromper. Por isso, a orientação é objetiva: não jogue nem a primeira vez. Fique longe disso”, alerta Ruiz. Portanto, cuidado! Você, algum familiar ou pessoa próxima pode estar com a vida em jogo!
O vício em jogos de azar eletrônicos e nas plataformas de apostas online tem forte impacto sobre a saúde mental das trabalhadoras e trabalhadores. Estão frequentemente associados a quadros de ansiedade e depressão.
Em muitos casos, trabalhadores que já enfrentam situações de assédio moral nas empresas encontram nas apostas uma válvula de escape, o que agrava ainda mais o sofrimento psíquico. As consequências ultrapassam o campo individual e atingem o ambiente de trabalho e a convivência familiar.
Os sinais de que o entretenimento ultrapassou o limite do lazer incluem pensamentos obsessivos sobre o jogo, irritabilidade, mentiras sobre o tempo e dinheiro gastos, e o aumento progressivo das apostas. Esses comportamentos indicam a perda de controle e a necessidade de intervenção.
Caso você perceba algum desses sinais, é possível ter o acolhimento psicológico no sindicato, que acontece às quartas-feiras pela manhã, com atendimentos presenciais e on-line, conforme a preferência do trabalhador. Ligue e agende: (19) 3735-4900.
O Químicos Unificados se reuniu com a Devintex (Salon Line), empresa do setor de cosméticos em Jandira, no dia 15 de outubro, para tratar de diversas denúncias feitas pelos trabalhadores. Após o encontro, o sindicato divulgou um boletim com as respostas da empresa, o que gerou novas reclamações sobre as condições de trabalho.
No galpão 2 (G2), os relatos apontam calor excessivo no segundo andar, falta de ventilação e armários sem separação entre homens e mulheres. Já no galpão 1 (G1), há uma reforma em andamento sem o devido isolamento, expondo os trabalhadores a riscos de acidente. Além disso, o refeitório é pequeno e causa aglomerações, especialmente quando o marmiteiro apresenta falhas.
Outra denúncia grave se refere à falta de socorro adequado, principalmente no 3º turno. Em casos de mal-estar, de acordo com as denúncias, são os próprios trabalhadores que precisam levar os colegas ao hospital, sem apoio efetivo da empresa. O problema mais recente envolve a compensação de jornada no 3º turno: a empresa propôs trabalho no feriado de 20 de novembro em troca de folgas nos dias 24 e 31 de dezembro, Mas, após os feriados, manteve exigências desiguais de compensação em relação aos demais turnos. O sindicato já notificou a Devintex, mas, como sempre falamos, apenas com união e mobilização será possível conquistar melhorias!

