Regional Campinas
Relatos de trabalhadoras e trabalhadores chegaram ao sindicato; apenas mudar o assediador de turno não é solução!
Relatos e denúncias de assédio moral e sexual de trabalhadoras e trabalhadores da EMS, em Hortolândia, chegaram ao sindicato. Há meses estamos denunciando, mas as ações da empresa não resolveram porque continuamos recebendo reclamações. Exigimos uma solução eficaz por parte da empresa! Apenas mudar o assediador de turno ou setor não é solução! Porque a pessoa continua com as mesmas práticas, só que em outra área ou turno.
A lei 14.457/22, que instituiu o Programa Mais Mulheres, dedicou um capítulo inteiro à prevenção do assédio sexual e de outras formas de violência no âmbito do trabalho, incluindo o assédio moral. Isso significa que as empresas devem tomar medidas para prevenir ambas as formas de assédio, além de, claro, outras formas de violência no ambiente de trabalho.
“Estamos atentos para defender as trabalhadoras e os trabalhadores. Vamos denunciar ao Ministério Público se for necessário! É preciso combater o assédio moral e sexual dentro da fábrica!”, afirma Wilson Roberto Teixeira, dirigente do Sindicato Químicos Unificados – Regional Campinas.
Trabalhadora e trabalhador, denuncie! Não se cale diante de um assédio moral ou sexual. Procure o sindicato, nós estamos aqui para defender seus direitos e te dar todas as orientações necessárias para o seu caso. Temos uma equipe jurídica e médica para te apoiar. Somente com luta mudamos a vida!
Químicos Unificados reivindica indenização e extensão por um ano do convênio médico e Vale Alimentação para demitidos(as)
Em abril, um dos donos da Biolab, que possui unidades em Itapevi e Jandira, havia anunciado a mudança da produção para Pouso Alegre/MG. Isso impactaria de 50% a 60% do quadro de funcionários. Foi anunciado uma indenização aos que forem demitidos, no entanto, a empresa demitiu e não pagou. No dia 27 de junho, o sindicato fez uma reunião com a empresa e propôs que a Biolab garanta indenização para aqueles e aquelas que foram demitidos a partir do dia 11 de abril, data oficial da transferência da produção para Pouso Alegre. Outra proposta foi de estender o convênio médico e o vale alimentação por 1 ano, além dos 3 salários já propostos pela empresa.
A Biolab disse que analisará as propostas e, em breve, dará um retorno. Além disso, o Químicos Unificados solicitou que nenhum trabalhador ou trabalhadora seja demitido até a resposta oficial da empresa.
Você sabia que enquanto os trabalhadores assalariados pagam até 40% de impostos, os super-ricos pagam apenas 5%? Estudo da USP mostra que um trabalhador CLT pode pagar até 8 vezes mais em tributos do que um dos 250 mil milionários do Brasil.
Em relação ao imposto de renda, a discrepância é ainda maior. Enquanto pessoas que recebem entre R$ 3,04 mil a R$ 5,8 mil pagam entre 7,5% e 27,5%, os mais ricos, que recebem mais de R$ 50 mil por mês, pagam menos de 2,6%. É justo? Com certeza, não.
Mas então, o que falta para a gente ter um IR mais justo? Vontade política do Congresso Nacional. O governo Lula já enviou para a Câmara dos Deputados o projeto de lei de ampliação da isenção total do IR para pessoas com rendas de até R$5 mil. Vamos pressionar com o Plebiscito!
Participe! Veja como votar com os dirigentes nas sedes e subsedes do Químicos Unificados das regionais Campinas e Osasco.
Começa agora em julho e segue até 7 de setembro a votação do Plebiscito popular para saber a opinião das pessoas sobre a redução de jornada de trabalho sem redução do salário, pelo fim da escala 6X1 e a necessidade dos ricos pagarem mais impostos para para trabalhadores(as) que recebem até R$ 5 mil sejam isentos de IR. Sindicatos, centrais sindicais e movimento populares estão unidos nessa luta com a classe trabalhadora. Venha com a gente nessa defesa pela vida! A participação de cada um é muito importante para avançarmos para uma tributação justa e por melhores condições de trabalho. Agora, mais do que nunca, o que está em jogo é nosso direito de viver com dignidade. O resultado da votação do Plebiscito será enviado ao Presidente Lula, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Por isso, vamos fazer valer a nossa vontade por uma jornada de trabalho digna e pela taxação dos super-ricos.
O PLEBISCITO POPULAR QUER SABER:
- Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fim da escala 6X1?
- Você é a favor de que quem ganha mais de 50 mil por mês pague mais imposto de renda para que quem recebe até 5 mil por mês não pague?
Ato pró-Palestina livre. Manifestantes foram ao Centro de São Paulo, pedindo o cessar-fogo na Faixa de Gaza e pelo fim do genocídio do povo palestino. Protestos continuam acontecendo nas ruas e nas redes sociais. O Químicos Unificados esteve presente.
Medidas afrouxam o licenciamento ambiental, além de ameaçar mais de 80% dos quilombos e 32% das terras indígenas do Brasil
Em mais um golpe contra o meio ambiente, 54 senadores aprovaram o Projeto de Lei 2.159, apelidado de PL da Devastação. Esse afrouxamento da licença ambiental ameaça 32,6% das Terras Indígenas e 80,1% dos Territórios Quilombolas no Brasil, segundo nota técnica publicada pelo Instituto Socioambiental (ISA). É uma verdadeira tragédia ambiental que ameaça o futuro de todos nós.
A proposta do PL da Devastação restringe a necessidade de licenciamento ambiental para territórios cujo processo de titulação, no caso dos quilombos, ou de homologação, no caso das terras indígenas, não tenha sido concluído.
Se a proposta for aprovada em todas as instâncias, vai mudar as regras de um importante mecanismo de defesa dos recursos naturais, que é o licenciamento ambiental. O agronegócio, os criadores de gado, o garimpo, por exemplo, ficam dispensados desse procedimento, como se não causassem danos ao meio ambiente e às populações do entorno.
Além disso, o projeto simplifica as regras de licenciamento para obras de viadutos, pontes, hidrelétricas, barragens e postos de combustíveis.
Além disso, nosso repúdio ao tratamento autoritário e machista ao que foi submetida no Senado a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Agroecologia
Nós, do Químicos Unificados somos contra o PL da Devastação! É preciso preservar a vida e tudo que envolve a sustentabilidade. O agronegócio é danoso para o meio ambiente e para a vida das pessoas. Por isso, defendemos a agroecologia, o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente. Assim como o sindicato, apoie também o projeto Livres Agroecologia: alimento saudável e sem veneno que cabe no bolso da classe trabalhadora.
Menos de um ano após a queda de uma parede, que causou pânico em diversas pessoas e deixou um trabalhador ferido, duas novas situações deixaram trabalhadores da Pro Nova assustados.
No dia 13 de maio, um curto-circuito, que gerou um princípio de incêndio, fez com que os trabalhadores e trabalhadoras evacuassem a fábrica. Segundo informações, o curto-circuito aconteceu no local onde se carrega as baterias das empilhadeiras. Ninguém se feriu, mas alguns se assustaram com a situação. No dia seguinte ao ocorrido, um outro curto-circuito novamente resultou na evacuação e muitos entraram em pânico e tiveram de ser levados ao hospital.
É um absurdo que as pessoas estejam expostas a esses riscos dentro do ambiente de trabalho. Por isso que o Químicos Unificados notificou a empresa e denunciou a Pro Nova É um absurdo que as pessoas estejam expostas a esses riscos dentro do ambiente de trabalho. Por isso que o Químicos Unificados notificou a empresa e denunciou a Pro Nova ao Ministério Público do Trabalho (MPT), com intuito que as situações sejam analisadas e o ambiente de trabalho não apresente mais riscos aos trabalhadores e trabalhadoras.
Algumas jornadas de trabalho complicam ainda mais a vida das pessoas. Na Gerresheimer, por exemplo, era praticado o 6×2, que dificulta o encontro com os amigos e familiares, viagens, assim como o descanso. Isso porque as pessoas que trabalham nesse tipo de jornada têm, em média, um final de semana por mês.
É por isso que o sindicato ficou firme ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa para derrubar o 6×2. Agora, a empresa já está praticando a jornada de sábados alternados, o que é uma vitória, pois isso significa mais qualidade de vida!
A partir de agora, todas as trabalhadoras e trabalhadores do setor químico têm direito ao vale, sem qualquer condicionante
O enfrentamento constante do sindicato rendeu importante conquista para as trabalhadoras e trabalhadores do setor químico: o vale alimentação de R$ 170,00. Esse é um avanço histórico, pois foram cerca de 30 anos que o Químicos Unificados lutou por esse direito. Agora está na nossa convenção coletiva e não pode ter qualquer condicionante para receber. É direito!
trabalhadoras, essa conquista foi muito importante, já que muitas empresas não tinham obrigação de fornecer o benefício. Mas agora, grandes empresas também serão obrigadas a pagar como Dacarto, Laboratório Sklean, Natura, Syngenta, Rhodia (Solvay), The Lycra, Braskem, Qualitech, Cariflex, Kraton, 3M, PPG, Ceimic, Prisma, Styrotech, Momplas, Henkel, E.T.A, Copeli, Labterapi, Mawnuê, Fuchs, Pronova.
Além das empresas que não tinham o benefício, as outras fábricas que condicionavam o recebimento do Vale ou cesta, vai ter de pelo menos pagar os R$ 170,00. Isso porque é um direito da trabalhadora e do trabalhador.
Fique atento! Denuncie se sua empresa não estiver cumprindo com o que determina a nossa Convenção Coletiva. Não vamos parar por aqui, o sindicato continua firme na luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras!
Trabalhadoras e trabalhadores da GVS, em Monte Mor, denunciaram assédio moral, truculência e grosseria do departamento de Recursos Humanos, exaustiva escala de jornada 6×1 e hoje a fábrica trabalha ainda com muitos contratos terceirizados, o que precariza a força de trabalho. Um absurdo!
“Com união e organização, é possível fazer a luta! Os líderes da GVS não podem agir dessa forma. As trabalhadoras e trabalhadores precisam ser respeitados. Não tem como trabalhar em um ambiente tão negativo, que prejudica a qualidade de vida de todos e todas”, diz Wilson Roberto Teixeira, dirigente do Químicos Unificados.
Vamos juntos lutar contra o assédio moral dentro da GVS! Não aceitamos que as trabalhadoras e trabalhadores sofram qualquer tipo de assédio! O RH da empresa não pode tratar com truculência quem procura o departamento. Segundo denúncias, as trabalhadoras estão com medo de serem maltratadas.
Além disso, por causa do assédio moral, algumas trabalhadoras são vistas constantemente chorando no banheiro.
Ações na Justiça do Trabalho por burnout cresceram 14,5% nos primeiros quatro meses de 2025 ante o mesmo período do ano passado. O burnout, reconhecido como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2022, é caracterizado pelo esgotamento profissional crônico, decorrente de ambientes de trabalho desgastantes.
De janeiro a abril de 2024, foram distribuídos 4.585 novos processos. Já no mesmo período deste ano, o volume subiu para 5.248. O dado só prova o que o trabalhador vive diariamente nas fábricas: assédio moral e exaustão com jornadas de trabalho excessivas.
Por isso, o sindicato Químicos Unificados conta com uma plataforma para denúncias de assédio moral e sexual nas empresas. Desde a criação do Observatório de Combate ao Assédio Moral e Sexual, em dezembro de 2023, até o fi nal de março desse ano, já foram registradas 78 denúncias de assédio moral e 1 assédio sexual.

