Regional Campinas
Sindicato verificou que não poderia ser demitido, já que estava em estabilidade por pós mandato de Cipa
A Zoetis Saúde Animal, com fábrica em Campinas, demitiu um trabalhador de forma indevida. Ele não poderia ser demitido porque ainda está no período de estabilidade de pós mandato de Cipa (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes), que venceria somente em setembro.
O departamento de Recursos Humanos da empresa alegou que a pessoa que demitiu o trabalhador não se atentou que ele estava com estabilidade. Diante disso, o trabalhador foi reintegrado em seguida. “Alertei a empresa que o trabalhador poderia sofrer perseguição ou assédio no seu retorno. Eles garantiram que tomariam todas as providências para isso não acontecer”, diz Glória Nozella, dirigente do Químicos Unificados.
Por isso, é importante que todas as trabalhadoras e trabalhadores procurem o sindicato se tiver qualquer tipo de dúvida em relação à demissão. É importante verificar os valores, as condições e se realmente não está sendo uma demissão indevida, como foi o caso do trabalhador da Zoetis.
Somente junto com o sindicato é possível lutar por seus direitos! Denuncie sempre que encontrar ou souber de alguma irregularidade!
PELO FIM DA ESCALA 6X1
Trabalhadoras e trabalhadores! Vamos juntos lutar por condições melhores de trabalho! Participe, entenda e atue com o sindicato na votação do plebiscito popular, que começa em 1º de julho e termina em 7 de setembro. Sindicatos, centrais sindicais e movimento populares estão unidos nessa luta pela classe trabalhadora.
Vamos juntos pressionar o Congresso para votarem também a favor da redução da jornada sem redução de salário, taxação de super-ricos e isenção de IR para quem ganhar até R$ 5 mil
O plebiscito é uma iniciativa política de escuta do povo brasileiro sobre a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, englobando o fim da escala 6×1; a taxação dos super-ricos e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil por mês. Essa votação popular é um instrumento do povo que deseja interferir nas decisões do poder político e, assim, estabelecer uma decisão favorável à maioria. É uma importante expressão da democracia, que deveria ser anterior à instituição de uma lei.
É uma grande oportunidade de nos posicionar, elevar a consciência de classe e mostrar a vontade do povo brasileiro. É dever de todos fortalecer essa iniciativa e nos somarmos a ela.
O PLEBISCITO PROPÕE QUE A POPULAÇÃO SE MANIFESTE SOBRE:
- Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, e pelo fim da escala 6×1?
- Você é a favor de que quem ganhe mais de 50 mil pague mais imposto para que quem recebe até 5 mil não pague imposto de renda?
O sindicato tem percebido que algumas empresas têm adotadas medidas que prejudicam a saúde das trabalhadoras e trabalhadores O sindicato alerta para que denunciem qualquer ocorrência nas empresas.
“É importantíssimo registrar o acidente de trabalho para garantir o acesso aos benefícios previdenciários, o período de estabilidade e prevenir futuros acidentes”, chama a atenção André Henrique Alves, dirigente do Químicos Unificados.
É fundamental a abertura da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), que deve ser emitida no primeiro dia útil após diagnóstico médico, que pode concluir se o trabalhador é portador de doença ocupacional.
A não notificação da doença do trabalho constitui crime (ART 269 do código penal combinado com artigo 169 da CLT). Outro dado importante é que a cópia da CAT deve ser entregue no sindicato para acompanhamento
São 83,65 acidentes do trabalho por hora no Brasil; queremos o fim de jornadas exaustivas para uma vida digna e com saúde
Somos seres humanos e não máquinas! Exigimos uma escala de trabalho digna! Chega de trabalhar até a exaustão, colocando nossas vidas em risco. São 83,65 acidentes do trabalho por hora que ocorrem no Brasil ou mais de 2 mil acidentes por dia, segundo dados do AEAT (Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho da Previdência).
Para lutar por nossos direitos, nós do Químicos Unificados das regionais Campinas e Osasco, fomos para as ruas no ato em defesa da saúde e denunciar o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores que adoecem ou se acidentam.
A passeata, realizada no dia 28 de abril em Campinas, é referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. O ato reuniu sindicatos, coletivos, partidos e trabalhadores que se organizaram em prol da saúde digna para o trabalhador e a trabalhadora, e para garantir os direitos da aposentadoria, exigindo respeito e combatendo o descaso com as perícias! Reforçamos o nosso compromisso com os trabalhadores, em defesa de direitos, saúde e vida digna.
A saída está nas mãos do povo organizado: é pelas mãos de nossa gente que construiremos uma sociedade justa, igualitária e com a vida e bem-estar acima do lucro!
Todo acordo de PPR (Programa de Participação nos Resultados) ou PLR (Participação nos Lucros e Resultados) deve ser celebrado entre as comissões de trabalhadores, representantes dos sindicatos e empresa. Não pode ser uma imposição da empresa. Por isso, o Químicos Unificados não assina PPR da The Lycra, em Paulínia, desde 2007.
Fato é que na The Lycra, antiga Invista, o PPR proposto pelos gestores da empresa não é negociado.
“Não tem como assinar porque as regras impostas pela empresa prejudicam os trabalhadores”, afirma André Henrique Alves, dirigente da Regional Campinas.
Outra questão, que gera insatisfação nos trabalhadores, é não ser transparente o valor pago de bonificação conforme o Pipey – programa de avaliação individual. Quem ganha nota 1 e 2 por desempenho, recebe quase nada, cerca de R$ 400. Já os avaliados em 3 e 4 ninguém sabe qual é o valor. A mobilização é a única forma de lutar contra esse descontentamento!
O Sindicato Químicos Unificados esteve na porta da empresa Adere, em Sumaré, para conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre jornada de trabalho.
A empresa fez uma proposta de jornada de 12 horas trabalho, o sindicato recusou e a empresa vem fazendo pesquisa para saber se os trabalhadores aceitam a proposta. Os trabalhadores estão assustados e com medo da empresa impor jornada exaustiva.
Foram apresentadas outras propostas de jornada de trabalho para a empresa, em um diálogo com o sindicato, mas a Adere não deu mais retorno para o sindicato.
A indicação do sindicato é de os trabalhadores não aceitarem essa jornada, pois é prejudicial para a saúde, vida e lazer de todos. O sindicato é totalmente contrário a qualquer ataque aos nossos direitos e defende sábados e domingos livres!
Químicos Unificados ganha processos contra a Planmar por pagamento de PLR não pago e a Tecnoselo por prática antissindical reconhecida
Sindicato de luta está ao lado do trabalhador! O Químicos Unificados ganhou duas ações na Justiça do Trabalho, uma contra a Planmar, em Sumaré, e outra da Tecnoselo, em Valinhos. São importantes processos que defendem os direitos de todas e todos.
Na Planmar, a empresa resolveu pagar a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) sem ter feito um acordo com o sindicato e não fez o pagamento de forma correta.
“A empresa não seguiu orientação do sindicato e nem a convenção coletiva”, diz Rosangela Paranhos, dirigente da Regional Campinas.
Portanto, o departamento jurídico do sindicato entrou com ação contra a empresa Planmar para que fosse feito o pagamento da PLR 2019 não pago conforme a nossa CCT. O juiz entendeu por condenar a empresa a pagar essa PLR de 2019 não paga, sendo que alguns têm para receber uma parte e outros a PLR integral. Os valores são variáveis e podem chegar a R$ 1.500,00.
Tecnoselo
Em 2021, o sindicato recebeu uma denúncia de que a empresa estava proibindo e coagindo os trabalhadores a se organizar e conversar com o sindicato. A partir dessa denúncia, o departamento jurídico entrou com uma ação coletiva e o juiz reconheceu que houve prática antissindical por parte da Tecnoselo.
“A empresa recorreu e novamente ganhamos em Brasília! Os trabalhadores têm o direito de se organizar com o seu sindicato”, diz Edilene Santana, dirigente da Regional Campinas.
Na sentença, a empresa foi condenada também a pagar por dano moral coletivo no valor de R$ 50 mil reais a ser destinado a programas, políticas públicas ou instituições que fomentem o trabalho decente e seguro.
O sindicato tem como bandeira histórica os sábados e domingos livres. Sabemos que o descanso é fundamental para a saúde física e mental, para o convívio social e para a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras. Esses avanços recentes na Devintex, Gerresheimer e Altacoppo representam passos concretos e importantes, mas sabemos que a luta não para! O Químicos Unificados segue enfrentando os patrões e colocando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras em primeiro lugar.
Na Campanha Salarial do setor farmacêutico, as trabalhadoras e trabalhadores tiveram aumento de 25,45%. O cartão alimentação passa a ser R$ 690,00, o que representa um ganho real de 19,25%, válido para todas as empresas. Para as fábricas que já pagavam acima de R$ 550 até R$ 690, o valor passa a ser R$ 690 e mais o acréscimo de 10%. Já para as empresas que pagam acima de 690 o reajuste é 10%. Outro ganho importante da Campanha Salarial foi o aumento de 15,45% na PLR para as empresas com mais de 100 trabalhadores, chegando a R$ 3,5 mil.
Químicos
Avanço histórico e de uma luta de mais de 10 anos foi a inclusão na nossa Convenção Coletiva do setor químico do Vale Alimentação para todas as trabalhadoras e trabalhadores. Agora não tem choro nem vela! Todos os patrões terão de pagar ao mínimo R$ 170,00. Fique atento! Se não receber o Vale, denuncie para o sindicato! Lembre-se que esse valor é direito! Não está vinculado a metas ou exigências específicas.
Pelo fim da escala 6×1, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, taxação dos supersalários
Nós queremos vida além do trabalho! Trabalhadoras e trabalhadores tomaram as ruas no 1º de maio em Campinas, Osasco, ABC Paulista e em todo o Brasil com uma pauta única: redução de jornada sem alteração de salário, fim da escala 6×1, isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil e taxação dos supersalários.
“É o momento também para lutar e exigir a transparência sobre a igualdade de salários entre mulheres e homens. As federações patronais não querem mostrar os salários porque querem manter os homens ganhando mais e isso implica em violência contra as mulheres”, afirma Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical – Central da Classe trabalhadora e dirigente do Químicos Unificados.
“Hoje estamos unidos a outros sindicatos para lutar por redução de jornada, sem redução de salários. Estamos unidos para o melhor da classe trabalhadora!”, diz André Alves, dirigente do Químicos Unificados – Regional Campinas. É fundamental o fortalecimento de cada uma de nossas lutas, sobretudo pelo fim da escala 6×1, que é desumana e adoece os trabalhadores. A data é um chamado para a mobilização popular, é um dia de luta para nossa gente. Por mais direitos, trabalho digno e por um mundo justo e igualitário.

